A Ucrânia Sob o Comunismo: Década de 1930

04-09-2013 12:10

A Ucrânia Sob o Comunismo: Década de 1930

 
 
Na foto podemos ver uma família camponesa após a dekurkulização, na aldeia de Vdale, província de Donetsk, à porta da sua casa que eventualmente foi confiscada pelo poder comunista, na década 1930. Como é possível observar na foto, as vítimas não são nenhuns “latifundiários”, são apenas meros camponeses que possuíam um pouco mais do que os seus vizinhos mais próximos.
 
 
 
 
Recentemente, o Instituto da Memória Nacional da Ucrânia preparou o Livro da Memória Nacional, uma colectânea de fotografias, que reúne as fotos das décadas de 1920-1930, tiradas nas vésperas e durante a colectivização e o Holodomor.
 
Várias das fotos não são verdadeiramente documentais, pois as pessoas pousavam para o fotógrafo que fotografava apenas aquilo que interessava à propaganda estatal.
 
As crianças eram doutrinadas nas escolas contra a fé religiosa e contra a igreja, essa doutrinação recebia contornos mais visíveis nas vésperas das festas religiosas, como a Páscoa, o Natal, etc. As crianças em idade escolar eram usadas como mão-de-obra semi-escrava na lavoura nos kolkhozes, pois não eram pagas e não podiam recusar o trabalho.
 
As igrejas eram profanadas, os sinos e crucifixos confiscados e destruídos, os edifícios transformados em museus (por vezes de “Propaganda antirreligiosa”), armazéns, planetários, clubes ou simplesmente dinamitados. A religião não foi proibida totalmente (neste aspecto a URSS nunca se transformou em Albânia), mas foi fortemente desencorajada, os funcionários públicos podiam perder o seu emprego (e não arranjar nenhum outro) se seguissem a religião publicamente (ter ícones em casa, ir à missa, participar nas festividades ou cultos tais como baptismos, missa de corpo, casamentos religiosos, etc.).
 
O Estado levava tudo aos camponeses, através do empréstimo estatal, pago em géneros alimentícios. A recusa significava que o camponês podia ser considerado um kurkul (mais conhecido pelo termo russo kulak), ou seja, um camponês abastado, e isto por sua vez podia significar o confisco de todos os seus bens e a deportação.
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