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Conselhos Saudáveis
Problemas da tiróide

Mas o funcionamento normal da glândula tiróide requer iodo. A deficiência deste elemento é uma das doenças nutricionais mais vulgares do Mundo e dá origem ao bócio endémico. Esta deficiência, bastante rara no mundo desenvolvido, ocorre em geral em zonas onde a ingestão de iodo dietético é baixa devido à presença de níveis reduzidos deste elemento no solo e na água.
Nessas regiões, o iodo da dieta deve ser aumentado. As fontes alimentares mais ricas são os peixes de água salgada e as algas marinhas. Os ovos, o iogurte, o leite, o queijo duro e o sal iodado também são fontes importantes.
A ingerir com moderação
Alguns alimentos, como couve crua, nabos, amendoins e mostarda, podem interferir com a capacidade de utilização do iodo pelo organismo na produção das hormonas da tiróide. Esses alimentos, designados por bociogénios, não têm qualquer significado nutricional a menos que ingeridos em excesso. Só desencadeiam casos de bócio Quando a ingestão de iodo é mínima.
Nos países desenvolvidos, o bócio resulta, em geral, de uma doença auto-imune que prejudica o funcionamento da glândula tiróide, reduzindo a sua actividade a um nível demasiado baixo.
Hipotiroidismo
O hipotiroidismo, um termo utilizado para descrever uma tiróide com actividade reduzida, provoca o abrandamento do metabolismo. A doença desenvolve-se lentamente; além do bócio, os primeiros sintomas são cansaço, falta de memória, aumento de peso, sensibilidade ao frio, prisão de ventre e pele e cabelo secos.
Se o problema for devido a uma doença auto-imune, o organismo cria anticorpos contra a sua própria tiróide, o que provoca uma redução na produção de hormonas. O hipotiroidismo aparece principalmente nos idosos, mas pode afectar pessoas de todas as idades. Quando surge na infância, pode provocar atraso de crescimento, inibir o normal desenvolvimento cerebral e retardar a maturidade sexual. Como precaução, os bebés são hoje submetidos a uma análise à nascença para detectar eventuais casos da doença.
Uma tiróide com actividade reduzida é uma causa comum de níveis elevados de colesterol nas mulheres. Neste caso, trata-se geralmente pela administração de uma hormona da tiróide, a ciroxina. As pessoas que têm doença da tiróide têm uma capacidade reduzida de converter o betacaroteno (que se encontra em alguns frutos e legumes cor de laranja e legumes de folha verde-escura) em vitamina A, o que dá origem à acumulação de caroteno no sangue.
Bócio
O inchaço do pescoço devido a aumento da tiróide é designado por bócio. A tumefacção costuma ser mole, mas pode também apresentar-se dura e encaroçada. O bócio pode atingir grande dimensão, provocando aumento considerável do diâmetro do pescoço e podendo mesmo comprimir a traqueia.
Quando uma tiróide hiperactiva dá origem ao bócio, podem verificar-se sintomas como transpiração, pulso acelerado, olhos ligeiramente protuberantes e perda de peso. Quando o bócio se deve a tiróide hipoactiva, os sintomas são cabelo seco e áspero, sensibilidade o frio, aumento de peso e fadiga.
O bócio pode ainda resultar de deficiência de iodo alimentar. Nesse caso, não surgem outros sintomas. Alimentos ricos em iodo, como as algas marinhas, podem ajudar, mas alimentos como couve e nabos crus inibem a capacidade de o organismo utilizar iodo na produção de hormonas da tiróide.
Hipertiroidismo
O hipertiroidismo (actividade excessiva da tiróide) verifica-se quando a glândula produz quantidades excessivas das duas principais hormonas da tiróide, provocando um acelerar de muitos dos processos orgânicos, como o ritmo cardíaco, por exemplo. Outros sintomas de uma tiróide hiperactiva incluem perda de peso, fadiga, aumento de apetite, irritabilidade, bócio, transpiração, sensibilidade ao calor e olhos salientes.
Dado o aumento do ritmo metabólico, as pessoas com tiróide hiperactiva queimam calorias e utilizam os nutrientes vitais muito mais rapidamente do que o normal. O tratamento médico deve por isso ser complementado por uma dieta rica em todos os nutrientes.
Se a perda de peso assumir proporções graves, pode tornar-se necessário ingerir uma quantidade de proteínas (peixe e ovos, por exemplo) superior ao habitual para substituir o tecido muscular que se perdeu. Neste caso, é essencial uma ingestão adequada das vitaminas do complexo B, que podem encontrar-se nos cereais integrais, nas batatas e nos lacticínios, para metabolizar essa maior quantidade de hidratos de carbono e proteínas.
A hiperactividade da glândula é, em geral, causada por anti-corpos que estimulam as células da tiróide, mas o que provoca a produção desses anticorpos pelo organismo ainda é desconhecido. O hipertiroidismo afecta muitas vezes pessoas da mesma família, sendo mais comum nas mulheres do que nos homens.
Se sofre de hipertiroidismo, limitar a nicotina, o álcool e a cafeína (presente no chá, café, bebidas à base de cola e chocolate amargo) pode reduzir os sintomas, pois todas estas substâncias fazem aumentar o ritmo metabólico.
Cólicas nos rins

Sintomas
Dores intensas apenas num dos lados das costas, ao nível da fossa lombar, que se propagam até aos órgãos genitais externos. Começam de uma forma brusca, muitas vezes durante uma longa viagem de automóvel e nos períodos quentes, e são acompanhadas de náuseas e vómitos. Vontade de urinar muito frequente e ardor durante a micção. A crise pode durar 1 a 2 horas ou mais. Após a crise, pode haver sangue na urina.
Pessoas mais em risco
Pessoas que sofram de cálculos urinários. Outras causas mais raras (tumor, coágulo, compressão do uréter, por exemplo).
Porque dói?
As cólicas nos rins são geralmente causadas pela introdução de um cálculo nas vias excretoras urinárias. O cálculo faz obstrução da via e desencadeia o aumento brutal da pressão nas cavidades renais e no uréter, causando dor.
O que pode fazer?
Enquanto espera pelo médico, não beba líquidos e verifique a temperatura. Para aliviar as dores, pode tomar paracetamol ou um antiespasmódico.
Não tome nenhum medicamento anti-inflamatório, a não ser que já tenha tido crises idênticas e tenha um diagnóstico médico (a utilização de anti-inflamatórios pode ser perigosa se houver alguma confusão com outra doença).
Se tiver febre, vá ao serviço de urgência do hospital da sua área.
• Em homeopatia, enquanto espera o tratamento do seu homeopata — consulta imperativa no mesmo dia —, pode tomar os seguintes remédios, 3 grânulos 3 vezes por dia:
— Calcarea carbonica 5CH, Pareira brava 5CH: dores com vontade constante de urinar, mas com micções pouco abundantes;
— Berberis vulgaris 5CH: dor com picadas e ardor, sobretudo do lado esquerdo, agravada pela pressão;
— Belladonna 5CH: dor violenta, pulsátil, que piora ao menor contacto e à mais pequena agitação;
— Colocynthis 5CH: dor violenta, paroxística, tipo cólica, que melhora com calor e forte pressão.
Se hesitar entre dois destes remédios, tome-os alternadamente.
Que tratamentos?
Na maior parte das vezes, o médico prescrevera antiespasmódicos e anti-inflamatórios, administrados por via intravenosa ou intramuscular, para acalmar a crise. Se esta medicação não resultar, podem ser utilizados morfínicos. Se o tratamento medicamentoso não for suficiente ou as crises se repetirem, é necessário desviar a urina bloqueada através da introdução de uma sonda na uretra para drenar a urina do rim para a bexiga, ou por meio de uma sonda colocada no rim através da pele (nefrostomia percutânea).
A primeira intervenção, realizada com o doente sob anestesia geral, é feita pelas aberturas naturais do corpo. Não deixa cicatrizes nem causa dor, apenas algum desconforto provocado pela sonda, que não é completamente aliviado por calmantes. Normalmente, o desconforto desaparece em poucos dias.
A segunda intervenção é realizada sob anestesia geral ou local. Não provoca dores, apenas um desconforto provocado pela sonda, que é uma solução provisória. A cura passa pela eliminação do cálculo urinário, depois pelo tratamento da litíase.
As outras medicinas
Acupunctura
Se o cálculo não for muito grande nem estiver localizado muito alto na árvore excretora, a acupunctura pode acalmar a dor e eliminar o cálculo.
Auriculoterapia
Produz bons resultados e actua contra a dor e os espasmos. É possível obter-se a expulsão rápida do ou dos cálculos com poucas dores, uma vez que se consegue, através do tratamento, relaxar as vias urinárias. Nas crises agudas, são necessários um a três tratamentos. Como complemento das medidas de higiene alimentar, podem fazer-se novos tratamentos para prevenir recidivas.
Homeopatia
O tratamento de fundo é indispensável na prevenção das cólicas renais.
Mesoterapia
Se a cólica nos rins, ou nefrítica, resultar de litíase (areia. cálculo), a injecção de um antiespasmódico permite obter um alívio rápido, até mesmo durante a sessão. As injecções subcutâneas são dadas à direita das vias urinárias afectadas, do lado em que existe dor. Podem ser também dadas com um analgésico e um antiespasmódico ao nível dos pontos renais (ponto costomuscular, costovertebral e subcostal) e dos pontos dolorosos correspondentes ao plexo renal.
A sedação da crise conduz sempre nas horas que se seguem à eliminação através da urina dos grãos de areia ou de cálculos de pequenas dimensões. No caso de não resultar ou de reincidência, o médico aconselha ao doente um serviço especializado.
Que prevencão?
Beba pelo menos 1,5 l de água.
Luxúria, Líbido e a Crise da Meia-Idade

Vai mesmo acontecer: um dia, ele acorda e pensa para consigo... «Ai, meu Deus! Estou a meio caminho da morte!»
Helen Signy investiga o que acontece quando a crise da meia-idade faz os homens descarrilarem – e como poderá aliviar o trauma.
Ele tinha tudo. Aos 40 anos, Rob Brandenburg era administrador da sua própria empresa de sucesso, um negócio de tecnologia metalúrgica, tinha uma mulher linda, três crianças e uma casa de sonho na serra de Adelaide. Preenchia todos os requisitos do sucesso. Mas um dia deu por si num hotel de cinco estrelas na Ásia, com a cabeça entre as mãos e a perguntar-se a si próprio: «Porque é que me sinto tão vazio?»
Foi assim que começou a sua crise da meia-idade. Rob apercebeu-se de que se tinha afastado da mulher e sentia-se como um estranho na sua própria casa. Um futuro de aquisição de mais empresas e de fazer mais dinheiro pareceu-lhe, de repente, sem sentido.
«Nada disso era realmente eu, não me estava a dar nenhuma satisfação – só uma sensação de peso e vazio», diz ele.
Alguns homens, nas vagas do pânico da crise da meia-idade, ficam deprimidos. Outros agem de uma forma estranha e começam a gastar mal os seus fundos de reforma – comprando um Ferrari, fazendo transplantes de cabelo e depilações no peito ou voltando aos hábitos da juventude, saindo até muito tarde e namoriscando mulheres com metade da sua idade.
Mas, quer isso se manifeste num encher emproado do peito ou em alterações de vida mais radicais, um homem na meia-idade está quase sempre em estado de inquietação.
Estudos de saúde mental feitos ao longo da vida das pessoas têm demonstrado a inquietação mental que nos homens atinge um pico na meia-idade. O índice de depressões aumenta no grupo etário de 35-55 anos. Mas o problema não é só de saúde mental – esta é também a altura em que a saúde física dos homens se deteriora.
«Os homens sentem um repentino ataque de medo, qualquer coisa como “Ai, meu Deus, estou a meio da minha vida e ainda não fiz as coisas todas que queria fazer”», diz Anne Brelsford, terapeuta de aconselhamento e autora do relatório A Crise da Meia-Idade na Vida Conjugal. «Pensam que a vida os ultrapassou. “Ainda terei tempo? É agora ou nunca.” Há muito medo envolvido.»
Será isso tão diferente daquilo que as mulheres passam na mesma idade? Anne Brelsford diz que, segundo a sua experiência de aconselhamento de casais, os homens passam pior. A validação dos homens está mais ligada ao trabalho do que a das mulheres, portanto, quando as suas vidas profissionais de repente perdem sentido, entram numa espiral de depressão.
As mulheres tendem também a ter uma rede social de apoios mais forte – na realidade, a meia-idade é para muitas mulheres uma altura em que se libertam das suas famílias e podem aceitar novos desafios. «Para elas é uma oportunidade de viverem a vida», acrescenta.
Em muitos casos, os homens sentem-se despidos dos seus trajes de Super-Homem quando se apercebem de que não são imortais. Os inevitáveis sinais de que a vida está a encaminhar-se para o fim podem ser realçados por acontecimentos como a morte de uma pessoa de família, uma mudança no trabalho ou o fim de um casamento. Esta é também a idade em que as doenças se tornam mais graves, sobretudo se os homens passaram a juventude a beber e a fumar.
Acresce ainda que esta é também a altura da vida em que a felicidade conjugal tem tendência a estar no ponto mais baixo, sobretudo se existirem filhos, diz o Dr. Michael Baigent, médico de aconselhamento da organização BeyondBlue (“Para Além da Depressão”). Relatórios indicam que os casais são felizes no início, mas a satisfação diminui antes de os filhos atingirem os 12 anos. Quando as crianças começam a tornar-se mais auto-suficientes, a felicidade conjugal melhora e, na velhice, chega mesmo a exceder a fase da lua-de-mel.
Estarão, então, os homens prisioneiros das suas hormonas, da mesma forma que as mulheres são abaladas pela menopausa? A «menopausa masculina», ou andropausa, pode bem ser a causa de comportamentos erráticos e inexplicáveis. Os homens têm uma descida anual de níveis de testosterona entre 1 e 2% depois dos 40 anos, que se pensa ser responsável pela redução de força muscular e interesse sexual, pelo aumento de gordura corporal, maior irritabilidade e depressão. Constatar que a sua virilidade está em declínio pode ser um revés muito grave para muitos homens.
Esta alteração das hormonas não é nada tão acentuada como a da menopausa feminina, e médicos como o Prof. Robert McLachlan, administrador da Andrology Australia, disputam a simples existência da menopausa masculina. «Menopausa masculina é um termo que não faz sentido», diz ele. «A ideia nasceu em parte por razões de marketing, mas na realidade os homens não podem ter “menopausa”, pois nunca foram menstruados.»
No entanto, problemas de saúde como a obesidade e a diabetes podem causar diminuição dos níveis de testosterona mais rapidamente do que seria normal, e tratar destas questões fará os homens sentirem-se melhor. Injecções de testosterona poderão ajudar algumas pessoas que tenham níveis invulgarmente baixos devido a outros e raros problemas de saúde – mas para a maioria o mal-estar da meia-idade tem raízes muito mais profundas.
Rob Brandenburg põe a questão da seguinte maneira: «No meu caso, foi fundamentalmente uma falta de percepção do meu verdadeiro eu. Podemos não ouvir bem, mas a algum nível o que estamos a dizer é: “Está na altura de tratar de mim. Então, e eu?!”»
É verdade que as crises podem surgir em qualquer altura – a meio dos 20 e antes e durante as fases de pré-reforma e reforma estão no auge. E as mulheres também passam épocas de grande reavaliação pessoal, sobretudo quando os seus papéis são alterados quando os filhos nascem ou saem de casa.
Anne Hollonds, directora-geral da Relationships Australia NSW (província da Nova Gales do Sul), diz: «Vemos adultos com elevadas expectativas de felicidade e realização pessoal. E ficam facilmente desiludidos por não atingirem certos objectivos ou por, quando os atingem, verificarem que eles não lhes trouxeram a satisfação que pensavam ter.»
Realmente, ao investigar a felicidade e a qualidade de vida, verifica-se que não é a quantidade de dinheiro que se tem, o que conta é a qualidade dos nossos relacionamentos pessoais. «No entanto, apesar dessa evidência, parece que ainda jogamos com estes relacionamentos pessoais enquanto prosseguimos objectivos ligados à riqueza – e isto é especialmente verdade para os homens.»
Os inevitáveis sintomas de que a vida está a chegar a terreno acidentado podem ser agravados por acontecimentos como a morte de um familiar, uma mudança de trabalho, uma perda de emprego ou um rompimento do casal.
A meia-idade pode ser uma oportunidade de crescimento – mas se os homens não ouvem essa mensagem interior, poderão começar a ter comportamentos estereotipados daquela fase de vida, comprando carros de desporto ou deixando o casamento por uma mulher mais nova. É pouco natural que qualquer destas situações traga ao homem a realização que ele tanto almeja, e pode ser devastador para as famílias, que ficam para trás.
O modelo médico de tratamento do distúrbio mental da crise da meia-idade é a medicação para a depressão. No entanto, o aconselhamento será ainda mais válido para muitos homens para os fazer aceitar que estão numa encruzilhada e sonhar com o mais que podem ter para a frente.
Harry acredita que foi o aconselhamento pessoal que salvou o seu casamento. Ele e Jennifer, a sua mulher, já tinham feito uma grande mudança, deixando o emprego dele na Ásia, onde era director de uma empresa internacional, para regressarem a Sydney a fim de montarem um negócio de importação.
«Foi o stress do emprego e, talvez mais importante ainda, sentir o stress da minha mulher em casa, infeliz com a sua situação – e muitas vezes a culpar-me a mim e ao meu trabalho pela sua infelicidade –, que me fizeram analisar o que estava a fazer e sentir que tinha que seguir outro rumo. Penso que foi esse o início daquilo que se transformou numa ruptura significativa do nosso relacionamento», diz ele.
Em vez de lhe proporcionar alívio, a mudança fez que Harry se sentisse ainda mais pressionado a financiar a vida de sonho que a sua mulher e filhos tinham. O ressentimento e a crítica escalaram em espiral de ambos os lados, deixando Harry introspectivo e mal-humorado.
Gradualmente, envolveu-se emocionalmente com uma mulher mais nova com quem estava a planear fazer um negócio em parceria. Numa viagem a Hong Kong, caíram nos braços um do outro, e ele voltou a Sydney para dizer à mulher que ia sair de casa.
Afinal, a ideia de dizer aos filhos – mais do que o que lera sobre o divórcio ou as conversas que teve com bons amigos – convenceu-o a resolver as coisas com Jennifer.
Uma série de sessões com um terapeuta, primeiro a sós e mais tarde com Jennifer, ajudou-os a trabalharem os quatro anos de ressentimento que ainda sentiam. «O aconselhamento psicológico ajudou-me a ver o que era importante – ajudou-me a ver as prioridades», diz ele. «Ao mesmo tempo, Jennifer nunca deixou de me dizer que me amava e que gostava de mim. Acho que isso foi importante.»
Tal como os casamentos podem sobreviver aos momentos difíceis da menopausa, também podem resistir à crise da meia-idade, diz Anne Brelsford, desde que o respeito mútuo e o afecto estejam presentes. «É importante o casal tentar renegociar os termos do seu relacionamento», acrescenta ela. «Muitos casais resolvem como conseguir isso juntos para que o homem sinta alguma da satisfação que procura sem abandonar a família.»
Isso poderá tomar a forma de uma renegociação do crédito à habitação, para tirar um ano sabático, fazer uma mudança, renegociar o horário de trabalho ou procurar qualquer outra forma criativa e significativa de construir uma vida em comum.
Quando Rob Brandenburg teve a crise da meia-idade, já era tarde demais para o seu casamento. Mas ele está agradecido por ela lhe ter possibilitado rever as suas prioridades e descobrir o verdadeiro caminho. Voltou para a universidade para estudar Aconselhamento e Psicologia e acabou por fazer um doutoramento sobre a experiência da meia-idade masculina. «Estou tão mais feliz agora», diz ele.
«Este é o meu verdadeiro eu, e não a fachada que apresentei ao mundo nos meus vinte e trinta anos. Graças a Deus, encontrei a resposta dentro de mim próprio. A meia-idade tem a ver com uma viagem interior – é uma oportunidade fantástica.»
10 sintomas de uma crise da meia-idade
Paige Kilponen recolhe as provas circunstanciais
1. Mudança de emprego
Este é um terrível alerta avançado de que se aproxima um desastre. Quando ele chega a casa e anuncia que vai largar a sua carreira nos seguros para abrir um negócio caseiro de distribuição, já se sabe que vem aí um mau bocado.
2. Comportamento temerário
Também assustador e potencialmente fazedor de viúvas. Isto é quando ele chega a casa e anuncia que vai começar a correr em ralis/fazer pára-quedismo/surf de grandes ondas/caça aos crocodilos. «A vida é curta», filosofa ele. «Não quero morrer sem ter saltado de um penhasco.»
3. Cuidados com a aparência
Um dia olha-se ao espelho e vê um tipo qualquer velho a olhar para ele. Caramba! Entra em pânico e vai comprar tesouras para aparar os pêlos do nariz, troca o barbeiro de confiança por um estilista que faz madeixas, marca hora para uma depilação das costas com cera, compra roupa nova tipo desportivo e passa a usar um perfume almiscarado.
4. Regresso ao comportamento dos 20 anos
Esta tentativa clássica para recuperar a juventude perdida envolve habitualmente o desejo súbito de ir a festivais musicais de três dias, beber em excesso, deixar revistas velhas e latas de cerveja no carro e só se alimentar de espetadas e massas instantâneas. Isto, em última análise, desfaz ou leva ao ponto 5.
5. Mania do exercício
À moda do Lester Burnham do filme American Beauty. Só pensa em fortalecer os abdominais, meter a barriga para dentro durante a corrida matinal quando passa frente às miúdas das mochilas ... Vai ao ginásio três vezes por semana e inspecciona o seu reflexo na janela enquanto levanta o novo ecrã plano e o tira do carro. Um dos poucos sintomas de CMI que deve ser encorajado.
6. Compras extravagantes
A mulher chega a casa e dá com uma moto novinha/um barco a motor/um jipe estacionados à porta e uma TV de ecrã plano instalada no barracão. Esse dinheiro era suposto durar até teres 90 anos, mas é bom vê-lo a sorrir – para variar.
7. Flirtar
A velha armadilha do «será que ainda não perdi o jeito?» É uma questão persistente que leva muitos homens de certa idade a baixarem de uma oitava o tom da voz, encostarem-se negligentemente a uma secretária de recepção enquanto alisam o cabelo recém-pintado e dizerem coisas como: «E se fôssemos tomar um café?» a raparigas mais novas que a sua filha. Quase sempre sem consequências, mas pode levar a egos demasiado inchados ou casos de cadeia.
8. Procurar paixões antigas
Isto vem na forma mais óbvia de encontrar a namorada do 11.º no Facebook, ou na de redescobrir a adrenalina do skate, ou na de desenterrar o velho amplificador e a guitarra para voltar a reunir os rapazes da velha banda punk. É uma tentativa desesperada de recordar quem foi e porque é que as pessoas gostavam dele. Pode conduzir a momentos de nostalgia ensimesmada e ao uso de palavras como «fixe».
9. Irresponsabilidade
Manda tatuar a frase «espírito livre» atravessada nos ombros, começa a pagar tudo com cartões de crédito e fica a pé até às 2 da manhã a ver futebol.
10. Relembrar excessivamente o passado
«Lembras-te daquela vez naquele festival em que ficámos a pé toda a noite a beber canecas de cerveja e a falar de como um dia havíamos de ... », e blá, blá, blá. Talvez esta não seja a melhor ocasião para a mulher entrar na conversa a recordar antigos namorados (excepto, talvez, o que tem sentado à sua frente).
Quem está mais em risco?
Há homens com mais propensão para a crise da meia-idade do que outros. Um estudo feito pela Universidade de SA identifica dois tipos de personalidade: os pensadores lógicos e as pessoas que são intuitivas e sensíveis.
Cerca de dois terços dos homens caem na primeira categoria. Estarão provavelmente a seguir os objectivos tradicionais da carreira de sucesso em ramos como o direito, as finanças ou os negócios, mas não têm uma vida interior rica. Estes homens atingem os objectivos a que se propuseram na adolescência e depois, na meia-idade, concluem que não são felizes, mas descobrem que não encontram rumo para a segunda etapa das suas vidas.
Os homens que caem na segunda categoria têm mais consciência das prioridades da vida. Segundo os referidos estudos universitários, estes homens têm menos tendência a descarrilar na meia-idade.
Dores menstruais
Muitas mulheres sofrem mensalmente de dores menstruais extremamente debilitantes. Conheça os sintomas, as causas e o que pode fazer para aliviar estas dores.

Sintomas Dores pélvicas que precedem a menstruação e podem manter-se durante o primeiro ou os dois primeiros dias do período. Podem ser ligeiras, tipo cólicas, ou muito fortes, semelhantes a contracções, obrigando a mulher a ficar de cama. Podem ser acompanhadas de perturbações digestivas, de cefaleias ou de indisposições.
Pessoas mais em risco
Raparigas jovens, 6 a 12 meses depois do aparecimento da primeira menstruação, e mulheres menstruadas.
Porque dói? Estas dores (a designação médica é dismenorreia) estão associadas à falta de oxigenação do tecido uterino, causando uma maior concentração de prostaglandinas e, portanto, um aumento da capacidade de contracção do útero. Os fenómenos infecciosos e a congestão agravam a dor.
Alguns sinais, como náuseas, vómitos e diarreia, são também consequência do aumento das prostaglandinas. Existem dois tipos de dismenorreia (ou algomenorreia).
- Dismenorreia primária: aparece durante o ano a seguir à primeira menstruação.
- Dismenorreia secundária: surge 2 ou 3 anos após a primeira menstruação. Pode ser essencial (sem causa evidente, ligada a uma perturbação hormonal relacionada com o stress) ou orgânica (resultante de perturbações como infecção pélvica, endometriose, esterilidade, entre outras, ou relacionada com uma infecção, malformação genital, problemas circulatórios).
O que pode fazer?
Faça repouso. Deite-se em posição fetal, com um saco de água quente na parte inferior do abdómen.
Nota: Consulte um ginecologista para excluir uma causa orgânica.
Que tratamentos? Medicamentos - O tratamento da dor utiliza antiespasmódicos, antálgicos (paracetamol) e antiprostaglandinas (anti-inflamatórios não-esteróides). - Alguns ginecologistas propõem a pílula estrogeno-progestativa ou um tratamento progestativo, qualquer que seja a origem da dismenorreia. - O tratamento das dismenorreias orgânicas é feito de acordo com as causas.
As outras medicinas - Acupunctura: Tanto para a jovem na fase da puberdade, como para a mulher adulta, a acupunctura é muito eficaz a tratar alguns desequilíbrios funcionais.
- Auriculoterapia: Excluídas as causas orgânicas, a auriculoterapia tem excelentes resultados após 1 a 3 sessões marcadas em função do ciclo e depois um tratamento de manutenção.
- Fitoterapia: Utiliza plantas sedativas, antiespasmódicas, antálgicas (avoadinha, Withania somnifera), com plantas venotónicas (ginkgo biloba, cipreste, groselha-negra, hamamélia) e outras com funções progestativas (Dioscorea villosa, pé-de-leão, salsaparrilha). Algumas plantas são conhecidas pela sua actuação específica nas dores menstruais: Viburnum prunifolium, artemísia, aquileia, mil-folhas, énula-campana, erva-cidreira, alfazema, estragão (óleo essencial). A associação de magnésio e vitamina B6 é indispensável. As propriedades antiprostaglandinas dos óleos de onagra e de borragem, ricos em ácido gamalinolénico, tomam-nos muito eficazes nas dismenorreia.
- Homeopatia: Há vários tipos de remédios, consoante o tipo de dor. O Follicullinum é uma base importante para tomar em diluições crescentes ao longo do ciclo (por exemplo, 9CH no 5.° dia, 15CH no 10.°, 30CH no 15.°).
- Mesoterapia: Injecção intradérmica abdominal à altura dos ovários (procaína, antiespasmódico, vasodilatador) antes da menstruação.
- Psicoterapia, relaxamento, hipnose: Podem ser muito úteis.
Que prevenção? Podem tentar-se tratamentos de fundo contra o stress,o desequilíbrio hormonal ou problemas de circulação.
Anginas
Conheça uma das principais patologias relacionadas com a garganta, esse ponto-chave do corpo humano.

Porque dói?
É a inflamação da faringe que é responsável pela dor das anginas (ou faringite). As amígdalas aumentam de volume com a inflamação, o que torna a deglutição muito dolorosa. Por vezes, a dor é constante.
As anginas podem também ser sintoma de uma mononucleose infecciosa, em que os gânglios podem estar sensíveis.
No caso de um abcesso da amígdala, as bactérias (estreptococos) alojam-se entre a amígdala e o músculo constritor superior da faringe. A dor só é sentida de um lado: dor na deglutição, dor de ouvidos, por vezes contracção do maxilar (trismo).
Ideias erradas
"Só os vírus ou as bactérias causam anginas."
Falso. Os vírus ou as bactérias são apenas um factor entre vários - cansaço, stress, emoções demasiado fortes, sobrecarga ou carências alimentares e factores climáticos. Em caso de epidemia, nem todas as pessoas são atingidas, o que mostra que é a acumulação dos factores que leva ao desenvolvimento da doença.
O que pode fazer?
Não tente baixar a febre drasticamente com os medicamentos clássicos (aspirina, paracetamol): ela é necessária para combater o vírus e as bactérias. Mas nas crianças tenha cuidado para que não ultrapasse os 38,5 graus, dando banhos mornos a 36°C.
Acalme a dor e ajude o corpo a desenvolver o seu processo de defesa: mantenha-se em repouso e aplique compressas quentes (o aumento da circulação sanguínea permite combater a inflamação).
Em homeopatia, gargareje 3 a 6 vezes por dia com Calendula em tintura-mãe e com Phytolacca em tintura-mãe (30 gotas de cada em 1/2 copo de água). Logo no começo da angina, e enquanto espera por consulta, pode tomar os remédios homeopáticos seguintes em função dos seus sintomas (em 5CH, 3 grânulos 3 vezes por dia, a espaçar logo que haja melhoras):
- Belladonna: dor de garganta que surgiu subitamente e que se agrava ao engolir, provocando abatimento, febre elevada, sede intensa, sensação de aperto na garganta;
- Apis mellifica: dor penetrante, com sensação de ardor, que surgiu subitamente. O doente fica sem sede, com febre alta e garganta seca;
- Mercurius solubilis: dor ao engolir, irradiando para os ouvidos, hálito fétido, salivação abundante, sensibilidade a mudança de temperatura (sobretudo ao frio húmido), língua inchada coberta por uma substância amarelada espessa;
- Mercurius bi-iodatus: angina na amígdala esquerda;
- Mercurius proto-iodatus: angina na amígdala direita;
- Phytolacca: dor ao engolir, irradiando para os ouvidos, garganta vermelha e amígdalas inchadas;
- Ailanthus glandulosa: deglutição muito dolorosa, hálito fétido, prostração e fadiga muito grande, sede de líquidos quentes, mas dor à absorção, faringe vermelho-escura, úlceração possível, gânglios cervicais dolorosos;
- Arum triphyllum: dor forte constritiva, saliva abundante e fétida, afonia, febre com agitação ou abatimento, comichão nas narinas e nos lábios, dores intensas ao engolir, língua com aspecto de framboesa;
- Lachesis: dor que começa à esquerda e evolui para a direita, gerando uma deglutição dolorosa, agravada com bebidas quentes;
- Lycopodium: dor que começa à direita e evolui para a esquerda, agravando-se com bebidas frias e melhorando com bebidas quentes;
- Guaiacum: bola de fogo na garganta, agravamento com o calor; melhoria com o frio e ao comer frutos. Se a angina não melhorar dentro de 2 a 4 dias no máximo, deve consultar o médico.
Em digitopunctura, massaje IG4 sobre as costas da mão na membrana entre o polegar e o indicador; IG1, a direita da base da unha do indicador, e P11 sobre o bordo externo do polegar ao lado da unha.
Que tratamento?
O médico deve primeiro identificar o agente causador das anginas: além das complicações bacterianas, como as otites e as sinusites, uma infecção latente de estreptococos pode ter sequelas graves (infecção renal ou cardíaca). Em caso de infecção bacteriana (revelada pela análise de uma colheita à garganta), o médico prescreve antibióticos.
Medicamentos
*Angina branca: de origem bacteriana, é tratada com antibióticos e anti-inflamatórios.
*Angina vermelha: de origem viral, necessita de anti-inflamatórios, mas nem sempre de antibióticos.
As outras medicinas
*Acupunctura: Em tratamento de fundo, evita anginas repetitivas.
*Fitoterapia: Misture folhas de silva e de malva (ou de alteia) cortadas, de hipericão e de tomilho (40 g em infusão em 1 l de água a ferver; coe). Gargareje com alguns goles e a seguir beba uma chávena.
O técnico utiliza também os óleos essenciais, sós ou associados aos antibióticos e aos anti-inflamatórios.
*Homeopatia: Para o tratamento ser eficaz, o homeopata deve conhecer os sintomas da angina, mas também os que a acompanham (sinais gerais, digestivos, cutâneos, distúrbios de sono).
*Naturopatia: Desde os primeiros sintomas, suprima os açúcares rápidos e refinados, que podem favorecer o desenvolvimento das bactérias, e reduza as proteínas animais (produtos lácteos, carne, peixe, ovos), substituindo-os por soja.
*Oligoterapia: com cobre-ouro-prata, 1 toma por dia durante 1 mês e a seguir de 2 em 2 dias durante 1 mês; com cobre, 3 tomas por dia durante 10 dias.
Ciática
A ciática é um problema que afecta muitos portugueses a partir da idade adulta. Saiba quais as causas e sintomas.

Sintomas:
Dor no fundo das costas, irradiando para a nádega, coxa, perna e pé até aos calcanhares. Por vezes, apenas uma parte deste trajecto é dolorosa. Formigueiros frequentes.
Pessoas mais em risco:
-Sobretudo adultos depois dos 30 anos.
-Antes dos 55 anos, a ciática é com frequência provocada por uma hérnia discal.
-Após os 55-60 anos, a ciática está mais relacionada com o envelhecimento da coluna vertebral no seu todo.
Porque dói?
A dor é provocada pela compressão da raiz de um nervo. A ciática manifesta-se quando uma das duas raÍzes seguintes fica comprimida: a raiz L5, que emerge entre a 4. a e a 5. a vértebras lombares, ou a raiz SI, que emerge entre a 5. a vértebra lombar e a 1. a vértebra sagrada.
A compressão da raiz deve-se à presença de uma hérnia discal ou de uma artrose lombar. No último caso, a evolução da artrose estreita o canal pelo qual passam todas as raÍzes nervosas. Em casos raros, a ciática não se deve a uma causa mecânica, mas a uma doença inflamatória, infecciosa ou tumoral.
O que pode fazer?
O repouso é imperativo para travar a evolução da ciática. Suprima as situações que desencadeiam a dor. Não tente forçar; pelo contrário, adopte todas as posições que aliviem a dor.
Pode tomar os antálgicos habituais.
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Atenção: |
| -Paralisia completa (impossibilidade de levantar o pé ou de o estender; por exemplo); |
| -Insensibilidade na região genital ou anal; |
| -Incontinência (perda de urina ou de matérias fecais). |
Que tratamentos?
-Medicamentos,
-Antálgicos,
-anti-inflamatórios,
-relaxantes.
Se a dor persistir, é feita uma infiltração de cortisona próximo da raiz nervosa.
Ortopedia
O médico prescreve uma imobilização em posição de deitado enquanto a dor persistir. Una cinta rígida de plástico moldado é muitas vezes útil durante 6 semanas. Em seguida, pode eventualmente ser utilizada uma cinta amovível.
Durante o uso nda cinta, é necessário trabalhar os músculos abdominais para evitar o seu relaxamento.
Cinesiterapia
Na fase aguda, aplica-se parafina quente (parafinoterapia) na região lombar. Utiliza-se tambéma neuroestimulação transcutânea como objectivo de aliviar a dor.
Cirurgia
Raramente é útil, salvo nos casos que se prolongam por vários meses, apesar de um bom aconlpanhamento médico e de o repouso não ter tido resultados benéficos. A cirurgia é indispensável apenas nas ciáticas em que ocorre uma paralisia completa de instalação recente ou quando as raízes nervosas que inervam as regiões genital e anal ficam comprimidas. É possível haver recidivas.
Nucleólise
Injecta-se um enzima, a papaína, no núcleo do disco (para o reduzir). Esta técnica é por vezes útil no caso de ciática grave e quando não se deseja operara hérnia discal.
As outras medicinas:
Acupunctura e homeopatia
O tratamento homeopático pode mostrar-se eficaz associado ou não à acupunctura; esta trata habitualmente os meridianos da bexiga, da vesícula biliar, do rim, do baço, do intestino grosso e do intestino delgado.
Fitoterapia
Após a recuperação mecânica, os analgésicos vegetais (ulmeiro, casca de salgueiro) acompanham a tomada prolongada de unha-do-diabo (Harpagophytum). A utilização local de preparados que contêm óleos essenciais de vidoeiro ou de.gualtéria, de alecrim, de serralha e de capsaicina (esta extraída de pimentão-doce) ajudam momentânea mas eficazmente a aliviar ou a eliminar a crise dolorosa.
A associação de plantas com cafeína (cola, guaraná, café) aumenta de forma considerável o efeito dos analgésicos.
Mesoterapia
Mistura de lidocaína, de um anti-inflamatório não-esteróide diluído e de um relaxante muscular ministrada por injecção subcutânea na região dolorosa.
Osteopatia
Com excepção dos casos graves, a ciática pode ser aliviada alongando a coluna na região lombar. Uma mobilização suave pode melhorar a mobilidade articular da parte baixa das costas.
Que prevenção?
Aprenda a usar as suas costas. Depois de uma ciática, a cinesiterapia é indispensável para aprender a ter boas posturas.
Pratique regularmente exercícios pouco violentos. Faça natação e musculação suave das regiões lombar e abdominal.
Antidepressivos naturais

Exercício
Conforme demonstrado em numerosos estudos, o exercício físico pode ser uma terapia económica e eficaz contra a ansiedade, depressão ligeira a moderada e baixa auto-estima.
A prova
Embora o mecanismo do benefício não seja claro, alguns peritos defendem que a ginástica aeróbia pode estimular a libertação de endorfinas, as substâncias químicas do cérebro que nos fazem sentir bem-dispostos. Um estudo revelou que o humor dos doentes com depressão que faziam jogging ou caminhavam em passo rápido durante 30 minutos 3 vezes por semana melhorava tanto como o dos que tomavam antidepressivos.
Utilização
Faça 20-60 minutos de exercício 3 vezes por semana, de preferência ao ar livre, para tirar partido da luz solar.
Hipericão
Tomado durante várias semanas, o hipericão é mais eficaz que um placebo e quase tão eficaz como alguns fármacos no alivio de sintomas de depressão ligeira a moderada.
A prova
Foi descoberto através do exame de 23 casos clínicos que o hipericão é mais eficaz no alívio da depressão ligeira a moderada que os placebos. Como os estudos foram curtos (8 semanas), é ainda necessária uma investigação a longo prazo.
Utilização
Para o tratamento da depressão ligeira, utilize produtos com 0,3% de hipericina ou 3-5% de hiperforina. Tome uma cápsula de 300 mg 3 vezes por dia com algum alimento. Não misture com fármacos antidepressivos. Antes de a combinar com outros medicamentos, consulte o farmacêutico.
Kava
As raizes subterrâneas da kava-kava parecem aliviar alguns dos sintomas da ansiedade e do stress da vida quotidiana.
A prova
Investigações realizadas na Europa e envolvendo muitas centenas de pessoas com ansiedade revelaram que os doentes que tomavam kava se sentiam muito melhor que os que tomavam um placebo.
Utilização
Utilizaram-se doses diárias de 300-400 mg de extractos normaliza dos a 70% de kavalactonas, os principais ingredientes activos da kava. Não tome com bebidas alcoólicas e consulte o médico antes de a combinar com outros medicamentos.
Luz
Em algumas pessoas, a diminuição do tempo de luz solar no Outono e Inverno desencadeia um tipo de tristeza ou depressão conhecida como distúrbio afectivo sazonal.
A prova
Segundo alguns estudos, a diminuição da quantidade de luz solar conduz a uma queda na secreção da serotonina e a um aumento dos níveis de melatonina, provocando em alguns indivíduos o aparecimento de sintomas sazonais de depressão.
Utilização
Saia de casa ou utilize uma lâmpada especial. A exposição a 5000-10 000 lux (medida da intensidade da luz) durante 20-30 minutos por dia a 1 m da lâmpada fá-lo-á sentir-se bem mesmo durante os dias escuros de Inverno. Atenção: a radiação UV é uma das principais causas de cancro da pele.
Sam
A S-adenosilmetionina é a matéria-prima fundamental das células, substâncias químicas e hormonas do nosso corpo. É produzida naturalmente pelo organismo e está presente em quase todas as células.
A prova
Vários estudos em pequena escala indicam que os suplementos orais sintéticos de SAM podem aliviar a depressão, talvez por aumentarem os níveis de serotonina e dopamina, dois neurotransmissores que ajudam a regular o humor.
Utilização
Para uma depressão ligeira, tome 400 mg por dia em jejum durante 2 semanas. Se a depressão persistir, aumente para 600 mg por dia. Se não melhorar em duas semanas, consulte o médico. Não tome em combinação com fármacos antidepressivos ou se sofrer de depressão bipolar.
Trabalho voluntário
Ajudar os outros reduz a sensação de isolamento e proporciona um sentimento de realização pessoal que as pessoas com depressão raramente experimentam.
A prova
Os investigadores que analisaram 37 estudos sobre trabalho voluntário descobriram que os idosos que ocupavam uma parte do seu tempo a ajudar os outros eram mais felizes, sentiam-se melhor e tinham menos tendência para a tristeza, solidão e ansiedade.
Utilização
Não é forçoso associar-se oficialmente a uma organização de voluntariado para melhorar a sua disposição. Um estudo revelou que ajudar informalmente um amigo, familiar ou vizinho tem o mesmo efeito.
Esofagite por refluxo gastroesofágico
Aprenda quais os sintomas e tratamentos de esofagite por refluxo gastroesofágico.

Sintomas:
Azia e sensação de queimadura no estômago ou atrás do esterno (pirose). Sensação de líquido que queima na boca. refluxo gastroesofágico pode provocar crise de asma nos asmáticos dor anginosa pessoas com doença das coronárias. Agravamento quando doente se inclina para frente ou se deita (sobretudo do lado direito), por compressão do abdómen (roupa apertada na cintura, obesidade, gravidez), refeições abundantes, ingestão de muitos líquidos bebidas alcoólicas.
Pessoas mais em risco
-Em qualquer idade, mais frequente na mulher a partir dos 60 anos. No recém-nascido, pode ser justificação do desconforto do bebé após biberão.
Porque dói?
-A acidez do conteúdo gástrico que reflui para o esófago provoca a inflamação da mucosa e a dor.
O que pode fazer?
-Evite as refeições muito abundantes, ricas em gorduras, e os alimentos ácidos (sumo de laranja, de tomate, legumes crus, bebidas gasosas, álcool, café, chá, chocolate, menta).
-Não se deite logo a seguir às refeições.
-Use roupa folgada que não aperte o abdómen.
-Durma com mais almofadas para ter a cabeça mais alta ou levante a cabeceira da cama.
-Evite os medicamentos que favorecem o refluxo (certos sedativos, antidepressivos tricíc1icos, anticolinérgicos). O excesso de peso favorece o refluxo; faça dieta.
Que tratamentos?
-O diagnóstico faz-se a maior parte das vezes durante a consulta. Em alguns casos, tem que ser confirmado por exames especiais: endoscopia digestiva alta e/ou pHmetria.
Medicamentos
-Os antiácidos(silicatos de magnésio e de alumínio) aliviam rapidamente a dor dos refluxos simples. Quando já se desenvolveu esofagite, prescrevem-se fármacos que protegem a mucosa esofágica (à base de alginatos, argila, de polivinilpolipirrolidona ou silicone) e outros que reduzem as secreções gástricas ácidas para prevenir as complicações e promover a cicatrização das lesões. Também podem prescrever-se medicamentos que actuam sobre a motricidade para facilitar o esvaziamento do esófago e do estômago. O tratamento permite aliviar os sintomas e tratar as lesões. O aspecto recorrente ou crónico requer muitas vezes um tratamento de manutenção.
No entanto, nem todas as esofagites são devidas a refluxo gastroesofágico. Podem ser virais (herpes, varicela, zona, VIR), bacterianas, micóticas, por ingestão acidental de substâncias cáusticas, medicamentosas (antibióticos, aspirina e anti-inflamatórios: por precaução, beba muita água com estes medicamentos). Também se desenvolvem esofagites após radioterapia ao tórax, sobretudo com quimioterapia associada.
Cirurgia
-Raramente se impõe o recurso à cirurgia, que consiste na execução de uma válvula anti-refluxo entre o esófago e o estômago.
As outras medicinas
Acupunctura
-Em complemento do tratamento, a acupunctura intervém para tentar restabelecer a boa circulação da energia. Segundo a medicina chinesa, o refluxo esofágico é típico de uma circulação da energia em contracorrente.
Homeopatia
-Muito eficaz nas regurgitações ácidas e nas lesões que provocam, em complemento do tratamento.
Mesoterapia
-Em complemento, a injecção subcutânea de antiácidos na região epigástrica proporciona alívio.
Naturoterapia
-A higiene alimentar, sobretudo no que respeita às associações de alimentos, é indispensável para diminuir a gravidade do refluxo. Recomendam-se os tratamentos locais à base de argila.
Lombalgia aguda

Sintomas
Dor aguda na parte de baixo das costas, com sensação de paralisação. Muitas vezes, surge bruscamente numa dada posição (ao baixar-se para apanhar um objecto, por exemplo), na qual se fica paralisado. A situação normaliza-se algumas horas ou alguns dias depois. A lombalgia aguda pode transformar-se em ciática.
Pessoas mais em risco
Adultos entre os 20 e os 40 anos, particularmente aqueles que exercem actividades que implicam o transporte de cargas. Pessoas que já tenham tido lombalgia.
Porque dói?
Estão em causa dois mecanismos principais:
Deterioração de um disco intervertebral lombar: é a causa principal. A ruptura de algumas fibras de um disco intervertebral dá origem a uma lombalgia, coma se se tratasse de uma entorse. A repetição de lombalgias traduz uma deterioração progressiva do disco e pode provocar uma hérnia discal.
Bloqueio de uma articulação, chamada articulação posterior, entre duas vértebras: este segundo mecanismo é acessório.
O que pode fazer? Procure imediatamente uma posição que lhe alivie a dor. Interrompa o esforço que desencadeou a lombalgia e descanse (deite-se). Um banho quente de 20 minutos pode aliviar.
Que tratamentos?
Medicamentos
Antálgicos simples, por vezes relaxantes e anti-inflamatórios. Raramente, infiltração na coluna.
Cinesiterapia
O médico pode prescrever massagens que aliviem as contracturas. A aplicação de lamas quentes (parafangoterapia) é muito eficaz contra a dor. Nos casos mais graves ou recorrentes, pode ser necessária usar uma cinta durante algumas semanas.
As outras medicinas
Acupunctura
O acupunctor trata os pontos dolorosos, bem como os meridianos da vesícula biliar, do figado e do intestino grosso.
Homeopatia
Associada ou não à acupunctura, é eficaz contra a contractura muscular lombo-sagrada. O tratamento de fundo diminui as dores.
Mesoterapia
Injecções intradérmicas ao nível das vértebras Ll a L5.
Osteopatia
O tratamento visa eliminar as contracturas dos músculos das costas e aumentar a mobilidade das articulações vertebrais. O terapeuta pode prescrever exercícios para fazer em casa.
Para saber mais?
Dores nas costas ou dores nos rins?
As dores na zona lombar, popularmente designadas por «dores nas cruzes», podem ser causadas por problemas nas costas ou por distúrbios em alguns orgãos internos, como os rins. Uma dor nas costas ou nos dois lados da coluna, agravada ou acalmada por algumas posições, pode ser sinal de problemas nas costas. A lombalgia clássica manifesta-se como uma dor nas nádegas.
Mas uma dor sentida nas costas pode ter origem renal ou urinária: e o caso de uma dor na fossa lombar, quer dizer, debaixo das costelas, com frequência apenas num dos lados, ou de uma dor nas costas acompanhada por perturbações da micção (sangue na urina, ardor, vontade frequente de urinar). Se tem dores nas costas, consulte um médico de clínica geral, que o orientará para um especialista, se isso for necessário.
Que prevenção?
A recorrência e a evolução da lombalgia para a ciática são frequentes.
+ Desde a primeira lombalgia, corrija a sua postura. Tente eliminar as causas desencadeantes (pode precisar de acompanhamento profissional). Aprenda a reconhecer os sinais de alerta aquando de um esforço: adopte imediatamente uma postura que evite o desencadear da lombalgia.
+ Durma numa cama com colchão firme mas não duro e em bom estado.
+ Pratique desportos não-agressivos, como a natação, para exercitar a musculatura da zona lombar e abdominal.
Nevralgia de causa local

Sintomas:
+ Dores do mesmo tipo que no caso de nevralgia essencial, que surgem de forma espontânea, mais contínuas e sem zona desencadeante. Estão associadas a outros sinais (ao nível dos dentes ou dos seios perinasais), que permitem em geral detectar a causa. Em muitos casos, a nevralgia é devida a uma causa conhecida (luxação do maxilar inferior, fractura dos ossos da face, traumatismo, tumor, abcesso, cálculo das glândulas salivares).
Pessoas mais em risco:
+ Com excepção das vítimas de traumatismo da face e dos doentes com um tumor, as pessoas que sofrem de nevralgia sintomática da face têm, na sua maioria, problemas dos dentes, por vezes demasiado negligenciados, em qualquer idade.
Porque dói?
A riqueza da inervação sensitiva da face explica que qualquer lesão dessa zona (infeção, inflamação, inchaço, fractura) provoca dores, que surgem principalmente no território do nervo trigémeo.
As causas locais responsáveis pela excitação anormal das terminações sensitivas de um dos ramos do nervo trigémeo são:
+ Pulpite dentária ao nível de um dente cariado (dor de dentes associada, agravada pelo calor e pelo frio);
+ Artrite dentária aguda, com risco de infecção local;
+ Dente sobrecarregado por uma obturação ou uma prótese mal ajustada;
+ Abcesso devido a uma cárie não tratada;
+ Dente do siso num jovem adulto (pericoronarite de desinclusão);
+ Sinusites e rinites (dores periorbitais);
+ Disfunção temporomaxilar.
O que pode fazer?
+ Tome um antálgico habitual (aspirina, paracetamol) de 4 em 4 horas se a dor não ceder, sem ultrapassar o total de 3 g/ dia.
+ Aplique sobre o rosto um saco de gelo envolvido numa toalha macia.
Consulte um médico ou um dentista se lhe parecer evidente que a causa é de origem dentária.
Que tratamentos?
Medicamentos
Antálgicos mais fortes se os habituais não forem suficientes durante o tempo necessário para tratar a causa e evitando os tratamentos prolongados:
+ Medicamentos à base de noramidopirina, clometacina, fenoprofeno, glafenina, dextropropoxifeno;
+ Por vezes mesmo, durante um curto período, analgésicos superiores de tipo morfínico, mas prescritos com prudência, tendo em conta os inconvenientes (efeitos adversos, intolerância, habituação) e o risco de encobrir uma evolução desfavorável da causa local.
+ Tratamento da causa local: cuidados locais, antibióticos, anti-inflamatórios. O médico pedirá exames complementares (radiografia, análises de sangue) ou indicar-lhe-á um especialista.
Cirurgia
+ O cirurgião-dentista trata ou extrai o dente em causa.
+ O estomatologista pode ter que lancetar um foco de infecção ao nível da boca.
+ O otorrinolaringologista intervém nos problemas dos seios perinasais ou do nariz.
As outras medicinas
Acupunctura
Pode ter grande interesse no tratamento da dor.
Auriculoterapia
Pode ser útil no alívio da dor, mas não actua sobre a maior parte das causas locais.
Homeopatia
É eficaz no tratamento da dor.
Que prevenção?
Quando a causa é de origem dentária, não se esqueça de que a boa saúde dos dentes é a melhor prevenção contra este tipo de dor.
Papeira

Infecção viral benigna, a papeira era vulgar nas crianças antes da introdução da imunização. A doença provoca febre e uma tumefacção característica de uma ou ambas glândulas parótidas (salivares), situadas à frente e abaixo dos ouvidos, no interior do ângolo da mandíbula.
Quais os sintomas?
Os sintomas manifestam-se após um período de incubação de 14 a 24 dias:
- Febre
- Dor e tumefacção de um ou ambos os lados do rosto, ocorrendo 1 ou 2 dias após o aparecimento da febre e durando de 4 a 8 dias.
Quais as complicações?
Por vezes, um adolescente sofre uma inflamção dos testículos, ou orquite, que pode surgir cerca de uam semana depois do início da papeira. Raramente, podem ocorrer encefalite ou meningite, ambas afectando o encéfalo, ou pancreatite, antes ou depois da tumefacção das parótidas.
Devo consultar o médico?
Se acha que le tem papeira, o seu filho deve ser visto por um médico. Procure imediatamente o médico se ele se queixar de dores de cabeça intensas (com ou sem vómitos) ou de dor no abdómen.
Que poderá o médico fazer?
Em geral, o médico confirmará o diagnóstico examinando o seu filho. Uma criança com dores de cabeça fortes será levada ao hospital para análises de despiste de encefalite ou meningite.
Que posso fazer para ajudar?
Dê paracetamol para baixar a febre e aliviar as dores. Dê muitos líquidos, mas não sumos de fruta, que estimulam a produção de saliva e podem aumentar a dor nas glândulas.
Qual o prognóstico?
Em geral,a criança recupera ao fim de 10 dia. Os problemas que afectam os testículos e o pâncreas não têm, geralmente, efeitos nocivos a longo prazo. Contrariamente à crença popular, a infertilidade devido a orquite é muito rara. A encefalite ou a meningite podem causar surdez definitiva. Um único episódio de papeira confere, habitualmente, imunidade para toda a vida.
Traumatismo craniano

Sintomas: Na sequência de uma pancada no crânio, surgem sinais de comoção: a vítima fica atordoada, pode desmaiar momentaneamente, perder a memória sobre as circunstâncias do acidente ou ficar agitada. Pode sobrevir uma cefaleia mais ou menos intensa. Se estes sintomas forem graves, a vítima deve ser hospitalizada. A perda de consciência pode chegar ao coma profundo com perturbações neurológicas graves, necessitando de meios de reanimação imediatos.
Este traumatismo deixa muitas vezes sequelas duradouras: cefaleias, vertigens, tonturas, fadiga e dificuldades de concentração. Os sintomas persistem tanto mais tempo quanto mais tarde for prestada assistência médica e psicológica.
Pessoas mais em risco: 75% dos acidentados em desastre rodoviário.
Sobretudo adolescentes e adultos jovens. Depois dos 30 anos, a comoção deixa muitas vezes sequelas que se agravam com a idade (irritabilidade, perturbações da memória, cefaleias, agora fobia, vertigens, etc.).
Porque dói? Na altura, apesar da protecção conferida pelo líquido cefalorraquidiano, o cérebro é sacudido dentro da caixa craniana. A dor de cabeça que se instala deve-se à reacção à contusão cerebral e à tendência local para o edema, o que provoca compressão na caixa craniana. Pode também ser provocada por uma hemorragia no cérebro ou um derrame entre o osso e uma das meninges, a dura-máter (ver imagem).
Algum tempo depois do traumatismo, e em resultado de lesões nervosas ligeiras, podem surgir dores de cabeça acompanhadas de cansaço e de vertigens, que, contudo, desaparecem no espaço de algumas semanas. Por vezes, essas dores de cabeça são desencadeadas por um estado depressivo que se deve a uma reacção ao choque emocional, e não às contusões do cérebro.
O que pode fazer?
- Deite-se de lado, devagar, e procure descansar. Evite qualquer movimento ou transporte à mais pequena dor na parte de trás da cabeça e no pescoço. Se possível, tome aspirina ou paracetamol.
- Peça que chamem os serviços de emergência. Enquanto espera, e se se sentir melhor, pode sentar-se, mas com cuidado.
Atenção! Nunca desloque uma pessoa acidentada que não responde às perguntas ou tem dificuldade em respirar. Tape-a se ela tiver frio e chame os bombeiros ou o INEM. Desde que o traumatismo não apresente gravidade nem urgência:
- Em digitopunctura, na altura, pode carregar com força e a seguir aliviar lentamente o ponto antichoque 14 estômago (na vertical do mamilo, entre a 1. a e a 2. a costela).
- Botânica de Bach: em caso de stress, se a pessoa estiver consciente, 4 gotas de remédio de emergência por via sublingual.
Que tratamentos?
Medicamentos
Em caso de agitação, o médico ministra um calmante. A hospitalização pode impor-se para assegurar cuidados e observação constantes. A seguir, consoante a evolução, prescreve antálgicos, antidepressivos ou ansiolíticos. Em caso de convulsões, enxaquecas ou perturbações da memória, podem ser necessários tratamentos específicos.
As outras medicinas
Acupunctura Sobretudo eficaz no tratamento das perturbações secundárias (cefaleias, vertigens, perturbações da visão).
Auriculoterapia Atenua ou suprime as sequelas (fadiga, vertigens, dores de cabeça, contracturas dos músculos cervicais, etc.).
Cinesiterapia Pouco depois do traumatismo, associada a massagens, descontrai os músculos do pescoço e das costas.
Homeopatia Acelera a convalescença e reduz as sequelas.
Osteopatia Algum tempo depois do traumatismo, e na ausência de danos na coluna vertebral, relaxa tensões e rigidez através de técnicas suaves e prudentes e alivia os problemas do aparelho locomotor, que muitas vezes lhe estão associados.
Relaxamento Pode ser útil em caso de stress e de cansaço persistente.
Cancro do intestino

Alguns tipos de tumores, como os carcinóides e os linfomas, podem ser encontrados tanto no intestino delgado como no intestino grosso.
Os tumores carcinóides têm um crescimemo muito lento e não provocam inicialmente quaisquer sintomas (contudo, podem alastrar para o fígado e dar então origem à síndroma carcinóide). Os linfomas, que lesam a parede intestinal e os gânglios linfáticos próximos, causam síndroma de mal absorção.
Causas
Não existe uma causa única para o cancro intestinal, mas sim uma série de possíveis factores contributivos.
A maior incidência do cancro do cólon (de longe o tipo mais comum de cancro intestinal) nos países ocidentais sugere um factor ambiental provavelmente dietético. Pensa-se que uma dieta rica em carne e gorduras e pobre em fibras aumenta a produção e concentração de carcinogénios.
Parece também existir um factor genético. Os irmãos, as irmãs e os filhos de pessoas que sofrern de cancro do cólon são mais susceptíveis que a população em geral de contrair a doença em fases posteriores da vida. O cancro do cólon ocorre frequentemente associado a outras doenças do cólon, como a colite ulcerosa e a polipose familiar.
Sintomas
Uma mudana inexplicável e prolongada no trânsito intestinal (prisão de ventre ou diarreia) pode ser um dos primeiros sintomas de cancro do intestino grosso.
Sangue misturado com as fezes (em oposição ao sangue das hemorróidas, que geralmente reveste as fezes) e um outro sinal de aviso importante, embora, se o tumor se localizar numa parte superior do cólon, o sangue possa só ser detectado por meios químicos.
Pode existir dor espontânea ou àpalpação da parte inferior do abdómen. Por vezes, contudo, não ocorrem quaisquer sintomas até o crescimento do tumor causar obstrução ou perfuração intestinal.
Diagnóstico e tratamento
Podem fazer-se análises das fezes, radiografias com bário, sigmoidoscopia e colonoscopia.
O tratamento depende do estádio de desenvolvimento do cancro, mas, na maioria dos casos, procede-se a uma colectomia parcial. Remove-se o tecido afectado e uma porção do tecido adjacente saudável; os topos seccionados são ligados por sutura. Se o cancro estiver num estádio localizado, a cirurgia é, em geral, curativa.
Prognóstico
O prognóstico a longo prazo depende do estádio em que foi descoberto o cancro. Mais de 50% dos doentes sobrevivern em boas condições de saúde durante, pelo menos, cinco anos após a colectomia. Os tratamentos não-cirúrgicos do cancro limitam-se a suspender o desenvolvimento e a disseminação do cancro e não tem efeito curativo.
Quanto mais precoce for a detecção do cancro, maiores são as probabilidades de recuperação total depois do tratamento. Todas as pessoas com mais de 50 anos que notem uma alteração súbita no trânsito intestinal devem consultar um médico sem demora.
Rinofaringite

Sintomas
Corrimento e obstrução do nariz, espirros, ressonar, tosse, febre, por vezes com inflamação dos olhos, dos ouvidos (sem otite declarada) e da traqueia, que agrava a tosse. São factores favoráveis a entrada em creches e escolas, o frio e a humidade, os erros dietéticos, a anatomia da criança pequena e a posição de deitado.
Pessoas mais em risco
É uma etapa obrigatória do desenvolvimento da imunidade nas crianças com menos de 7 anos.
Porque dói?
É a irritação da mucosa do nariz e da garganta que provoca a dor: sensação de picada ou de queimadura da mucosa faringea, deglutição difícil, tosse que causa dor e irradiação para os ouvidos, dores de dentes, mal-estar devido a obstrução do nariz, secura das fossas nasais. O soltar da tosse, muito útil no processo de cura, pode provocar dores e perturbar a respiração. A febre causa por vezes dores de cabeça latejantes. Podem surgir dores nos olhos ou musculares. Na criança muito pequena, são de recear complicações, como uma otite, uma rinobronquite ou uma laringite.
O que pode fazer?
• Lave o nariz com soro fisiológico ou utilize uma bomba própria para extrair as secreções nasais do bebé. Na criança mais velha, faça-a assoar-se para evitar otites.
• Controle a febre: não tente fazê-la baixar à força (a febre ajuda a destruir o vírus responsável), mas alivie o desconforto. Se a febre for superior a 39°C, dê à criança um banho com água com 2°C a menos que a sua temperatura durante 5 a 10 minutos. Repita, se necessário, ou aplique compressas húmidas. Utilize com moderação antipiréticos (contra a febre), como aspirina e paracetamol. Alivie o regime alimentar em proteínas, mesmo do leite (reduza o número de medidas para o mesmo volume de água). Mantenha a criança bem hidratada, sobretudo se for muito pequena. Não fume na sua presença. Areje o quarto, diminua a temperatura (20 °C no máximo), sobretudo se o aquecedor for eléctrico, pois seca o ar.
• Em caso de tosse, deite a criança com a cabeça mais elevada que o corpo ou suba a cabeceira da cama.
• É imperativo consultar o médico em caso de uma primeira rinofaringite numa criança pequena, se tiver menos de 3 meses, febre alta ou mal tolerada, dificuldades respiratórias evidentes ou persistentes após 48 horas de evolução, se recusar a comer, se vomitar ou se tiver diarreia.
Que tratamentos?
• Medicamentos
A cura demora uma semana. As infecções secundárias são frequentes.
- Prescrevem-se antipiréticos (paracetamol e aspirina). Atenção: nenhum antibiótico está indicado na rinofaringite simples. Só se justificam em caso de otite purulenta, rinofaringite que dura mais de 10 dias, gânglios, otites constantes ou se a criança está enfraquecida.
- Podem prescrever-se anti-inflamatórios locais, antiexpectorantes ou antitússicos para aliviar ou evitar complicações, mas desobstruir o nariz (assoando-se) é essencial do tratamento.
• As outras medicinas
Homeopatia
É o tratamento mais indicado, mas não faça automedicação no início da doença sem falar com o médico. Principais indicações:
— Contra a febre: Aconitum, Belladonna, Ferrum phosphoricum
— Contra os vírus: Oscillicoccinum, Enpatorium perfoliatum (em caso de flutuações da temperatura), ou lnfluenzinum do próprio ano;
— Rinite aquosa: Nux vomica, Allium Cepa, Solanum lycopersicum, Arsenicum album, Aralia racemosa ou Chamomilla;
— Rinites com secreções mais espessas, brancas ou amareladas: Mercuriius corrosivus, Kalium muriaticum, Hydrastis canadensis, Kalium sulfuricum, Pulsatilla ou Kali bichromicum;
— Tosse com corrimento posterior: Corallium rubrum ou Spongia tosta, Belladonna, Ferrum phosphoricum podem ser associados como o Pyrogenium (anti-infeccioso);
— Dor de cabeça latejante, deglutição dolorosa: Belladona
— Sensação de picadas ou de queimadura: Apis mellifica ou Arsenicum album;
— Tosse dolorosa e irradiando para os ouvidos: Ferrum phosphoricum, Arsenicum album, Dulcamara;
— Dores de dentes: Chamomilla
Oligoterapia
Os oligoelementos são úteis como imunoestimulantes, sobretudo em conjunto: manganés-cobre, enxofre, cobre-ouro-prata.
Que prevenção?
— Ensine o seu filho a lavar as mãos frequentemente e a assoar-se. Lave muitas vezes o nariz do bebé.
— Evite que a criança apanhe frio (vento ou correntes de ar depois do banho ou de uma ida à piscina).
— Areje a roupa da cama. Aspire regularmente a alcatifa e lave os brinquedos de peluche.
Obstrução intestinal

Sintomas:
Dor abdominal aguda, vómitos (os alimentos não progridem ao longo do tubo digestivo), paragem da emissão de gases e fezes. Distensão do abdómen, dilatado pelo intestino, que não consegue eliminar o seu conteúdo. Crises recorrentes de dor, por vezes muito intensas. A intensidade dos sintomas depende da localização e grau de obstrução.
Pessoas mais em risco:
Sobretudo pessoas que tenham sofrido intervenções cirúrgicas, mesmo que muitos anos antes, e pessoas com cancro nos intestinos.
Porque dói?
A obstrução intestinal bloqueia o trânsito dos alimentos, seja no intestino delgado, seja no cólon (intestino grosso). As dores são causadas pela dilatação do intestino resultante da obstrução.
Se os sintomas tiverem sido menosprezados, a dor pode ser provocada por uma peritonite de extrema gravidade: o intestino, muito dilatado, sofreu uma perfuração e os alimentos saíram do tubo digestivo.
O que pode fazer?
É uma situação de emergência: chame o médico rapidamente ou faça-se transportar para o hospital ou clínica mais próximos - chame os bombeiros ou o INEM (112). Enquanto espera, mantenha-se em jejum e não tome nenhum medicamento para as dores.
O doente e o médico:
Uma boa informação.
Se possível, reúna toda a documentação sobre as operações a que foi submetido para informação do médico. Informe-o também sobre os acontecimentos precedentes (pequenos episódios análogos que passaram sem tratamento, obstipação, sangue nas fezes).
Pergunte ao seu médico se necessitará de um ânus artificial e peça-lhe que lhe explique o que irá passar-se.
Que tratamentos?
Cirurgia
+ O único tratamento é a intervenção cirúrgica, uma vez que a causa da obstrução (obstáculo) deve ser eliminada rapidamente, pois de outro modo o doente corre risco de vir a sofrer complicações graves, até mesmo fatais. O cirurgião pode ter que colocar um ânus artificial.
+ Em alguns casos muito específicos, não se opta por uma intervenção cirúrgica de urgência por duas razões: ou a operação exige uma determinada preparação ou o obstáculo não provoca obstrução total. Em qualquer caso, cabe ao cirurgião decidir.
O ânus artificial
É uma bolsa externa, provisória ou definitiva. Faz-se uma incisão na parede abdominal pela qual se traz para o exterior um segmento de intestino que é aberto (estoma). A bolsa (impermeável aos odores) é presa ao estoma e mudada todos os dias. É provisória quando se aguarda que a obstrução seja eliminada. Quando não há forma de reestabelecer a continuidade do intestino, a bolsa torna-se definitiva e permite ao doente retomar a sua vida quotidiana.
Otite serosa
A dor pode ser moderada num ou nos dois ouvidos durante uma constipação e as crianças são o grupo de maior risco.

Sintomas
Dor moderada num ou nos dois ouvidos durante uma constipação, sensação de ouvidos tapados com estalos e desobstrução temporária dos ouvidos quando se engole. A dor pode manter-se (não há febre).
Pessoas mais em risco
Crianças (50% das crianças têm pelo menos um episódio de otite serosa antes dos 7 anos).
Porque dói?
A otite serosa deve-se ao funcionamento deficiente da trompa de Eustáquio, canal cartilaginoso que liga a caixa do tímpano (situada por detrás do tímpano e contendo os ossículos) à parte de trás do nariz. Este canal é responsável pelo equilíbrio da pressão do ar dos dois lados do tímpano: quando engolimos, a trompa de Eustáquio abre-se (é por isso que fazemos movimentos de deglutição durante a descolagem de um avião); quando nos assoamos com força, tapamos esse canal (como no mergulho submarino).
No início, a impossibilidade de equilibrar a pressão no interior do ouvido provoca uma retracção do tímpano (que é puxado para o interior), o que causa a dor. A seguir, a presença de líquido provoca uma reacção inflamatória. A recorrência de constipações (ou rinofaringites) leva a uma inflamação do orifício da trompa de Eustáquio, situado no fundo do nariz, e ao seu deficiente funcionamento. A situação pode resolver-se espontaneamente com a cura da constipação, mas também pode formar-se líquido dentro do ouvido,dando origem à otite serosa. O ouvido fica então permanentemente «tapado».
O que pode fazer?
Aos primeiros sinais de rinofaringite na criança, lave-lhe frequentemente o interior do nariz com soro fisiológico (4 a 6 vezes por dia). A criança mais velha e o adulto
devem evitar espirrar e assoar-se o menos possível (é preferível lavar o nariz por dentro), a fim de não aumentar a inflamação ao nível da trompa de Eustáquio.
Que tratamentos?
Medicamentos
No início, gotas nasais descongestionantes (prescritas pelo médico) permitem diminuir a inflamação da trompa de Eustáquio. Na fase de otite serosa, o médico prescreve um antibiótico e um anti-inflamatório.
Cirurgia
A evolução natural da otite serosa é a cura em cerca de 90% dos casos. Se se prolongar por mais de 3 meses, com perturbação auditiva significativa, o médico pode propor a colocação de arejadores transtimpânicos, ou diábolos, por meio de uma intervenção cirúrgica.
Outras medicinas
Homeotapia
É eficaz tanto para curar como para prevenir.
Que prevenção?
Na criança a remoção dos adenóides (tecido situado na parte posterior do nariz) sob anestesia geral e 1 dia de hospitalização reduzem a frequência das rinofaringites e das otites. As curas de enxofre podem ser úteis.
Hérnia Discal

Sintomas
Três tipos de dores, com frequência na zona inferior das costas ou nas pernas:
* Dores intermitentes na zona lombar, sobretudo quando se fazem esforços e se levantam objectos; a dor diminui quando se está deitado;
* Lombalgia aguda com paralisação;
* Dor lombar que irradia para a nádega, coxa, perna e pé. Mais raramente, torcicolos ou nevralgia cervicobraquial (dores no pescoqo e nas costas, como se fossern choques eléctricos). Excepcionalmente, dores no meio das costas. Por vezes, é indolor.
Pessoas mais em risco
Entre os 25 e os 50 anos, em profissões que impliquem, por exemplo, o transporte de cargas. Outros factores de risco: traumatismo ou excesso de peso.
Porque dói?
Um disco intervertebral é uma estrutura que funciona como um amortecedor entre duas vértebras. É composto por um núcleo interior gelatinoso envolto por um anel de lamelas concêntricas duras. Com a idade ou devido a traumatismos repetidos, este anel vai-se desgastando e pode acabar por romper-se, deixando passar uma porção do núcleo, ou seja, uma hérnia discal. Nesta fase, sentem-se apenas dores, mais ou menos fortes, na coluna vertebral.
Quando a hérnia comprime uma raiz de um nervo, causa as chamadas dores radiculares. A mais frequente é a ciática (os discos da região lombar são os que sofrem mais pressões). Com muita frequência, a hérnia é acompanhada por uma ligeira inflamação dos tecidos adjacentes, o que também contribui para a dor.
O que pode fazer?
O calor alivia.
• Hérnia lombar: no início, repouso completo na cama. Retome a sua actividade progressivamente.
• Hérnia cervical: imobilize o pescoço (apoie-o entre almofadas ou use um colar cervical).
Oue tratamentos?
• Medicamentos
Antálgicos e anti-inflamatórios, mais eficazes se o repouso for cumprido (imobilização, uso de uma cinta ou de um colar cervical). Infiltrações.
• Cirurgia
Raramente é necessária para extrair a hérnia. Isso acontece se os sintomas de compressão de uma raiz persistem ou se surgem complicações graves: paralisia obvia, compressão de varias raízes. Pode haver recidivas, pois o disco não é retirado na totalidade. As próteses de discos são ainda experimentais.
• Nucleólise
Nos casos muito dolorosos persistentes, pode injectar-se no disco um enzima, a papaína, que reduz o núcleo do disco, aliviando a pressão na raiz do nervo.
• As outras medicinas
Acupunctura
Pode ajudar a aliviar a dor.
Homeopatia
O tratamento pode ser eficaz para aliviar as dores e reduzir a utilização dos anti-inflamatórios convencionais.
Oligoterapia
Os OPCs, ou protoantocianidóis, inibem os ácidos hialurónicos e as colagenases, responsáveis pela deterioração dos discos. Devem tomar-se com as vitaminas C e E. Os oligoelementos, enxofre, cobre, zinco, manganés, ajudarão a retardar de forma notável o desgaste dos discos.
Osteopatia
Só em alguns casos raros de lesão dos discos intervertebrais se recorre à osteopatia. Por vezes, uma massagem suave pode permitir a distensão dos músculos contraídos, e algumas manipulações específicas podem favorecer a mobilidade e aliviar a pressão exercida sobre o disco afectado.
Que prevenção?
Eliminada a dor, a reabilitação é indispensável para se aprender a usar a coluna, reduzindo a pressão sobre os discos intervertebrais.
Papeira

Sintomas No início, febre, desconforto na zona da mastóide (parte do osso temporal situada por detrás do ouvido), dor de ouvidos sem otite, tumefacção das glândulas parótidas (salivares), de que resulta a aparência típica do rosto nesta doença, excesso de salivação. A seguir, dores, por vezes fortes, ao nível da articulação da têmpora e do maxilar, nas glândulas, dores de cabeça e abdominais associadas à febre. Em geral, a evolução é benigna, mas podem surgir complicações.
Pessoas mais em risco Crianças a partir de 1 ano, sobretudo dos 5 aos 7 anos. O adulto, homem ou mulher, se não foi vacinado ou não teve papeira na infância, pode contrair a doença em qualquer idade.
Porque dói?
As glândulas salivares (glândulas parótidas, submaxilares, sublinguais) foram afectadas por um vírus transmitido pela saliva. Após um período de incubação sem sintomas de 21 dias, o doente pode transmitir o vírus desde 8 dias antes de aparecerem os primeiros sinais até 4 dias depois do início da parotidite (inflamação das parótidas) e deve ficar em casa 15 dias.
Há cinco complicações possíveis:
- Reacções meníngicas (dores de cabeça, vómitos); - Meningite linfocitária, de pouca gravidade, mas exigindo hospitalização; - Pancreatite (com dores de cabeça, náuseas, vómitos, perda de apetite, perda de peso); - Orquite, uma inflamação dos testículos que só aparece depois da puberdade; - Excepcionalmente, surdez unilateral, na maior parte das vezes definitiva.
O que pode fazer?
Fique de cama em repouso completo sob observação.
Faça uma alimentação ligeira para não sobrecarregar o estômago e evite as gorduras para poupar o pâncreas.
Consulte o médico se ocorrer o menor problema.
Que tratamentos?
Medicamentos
O médico prescreve antipiréticos, antálgicos do tipo paracetamol e anti-inflamatórios.
As outras medicinas
Homeopatia
No começo:
- Belladonna 5 a 7CH, 3 ou 4 vezes por dia durante alguns dias: febre alta, sede, suores quentes, dores nas glândulas parótidas, sobretudo ao toque;
- Bryonia 5 a 7CH, 3 grânulos de 2 em 2 horas durante alguns dias: dores de cabeça fortes que se agravam com o movimento, reacção meníngea;
- Senna 4CH, 2 a 3 vezes por dia durante 1 semana: drenagem do pâncreas e da lesão latente;
- Mercurius solubilis 7CH, 3 grânulos 3 vezes por dia durante 4, 6 ou 8 dias: febre moderada, salivação abundante, língua tumefacta, conservando as marcas dos dentes, mau hálito, suores viscosos, sobretudo nocturnos.
Evolução mais lenta: - Belladonna 5 a 7CH: tumefacção persistente das parótidas;
- Calcarea carbonica 5 ou 9CH, 3 grânulos por dia 8 a 10 dias: tumefacção indolor que não diminui;
- Baryta carbonica SCH, 3 grânulos por dia durante 8 dias; tumefacção que se mantém dura;
Sulfur 5 ou 9CH: inflamação com recaídas ou com um intervalo de alguns dias entre a inflamação de uma parótida e a inflamação da outra.
Naturopatia
Faça uma dieta à base de líquidos (sopas), mas evite os sumos de fruta em excesso porque são ácidos.
Fitoterapia
Casos simples seguidos pelo médico: aplique cataplasmas 3 vezes por dia: óleos essenciais de cipreste, eucalipto e alecrim, 2 colheres de café num pouco de água morna e 2 colheres de sopa de argila verde.
Complicações: anti-inflamatórios vegetais, Harpagophytum.
Urticária

Sintomas
Placas e pápulas pequenas tumefacções localizadas na pele) muito pruriginosas. Podem ocorrer na mucosa da garganta, por exemplo, provocando uma sensação de asfixia. Aparece normalmente por surtos depois da ocorrência de factores facilitadores, como a ingestão de morangos ou de marisco.
Pessoas mais em risco: Pessoas alérgicas.
Porque dói?
A urticária é altamente pruriginosa e é em geral provocada por uma reacção alérgica:
- A alimentos, a algumas plantas (gramíneas) ou a alguns medicamentos ou produtos químicos utilizados na produção industrial de alimentos;
- A algumas situações físicas, como o frio ou as vibrações (automóvel ou comboio), ou ainda a pressão (pontos de apoio do corpo);
- Algumas infecções crónicas (sinusite crónica) e o stress podem provocar também urticária.
Deve dar-se muita atenção às alergias às picadas de insectos, como vespas e abelhas (insectos himenópteros), que podem causar urticária, mas que podem, sobretudo, provocar choque anafiláctico, que pode ser fatal.
O que pode fazer? Aplique vinagre ou tome banho com plantas calmantes (camomila ou alfazema), embora frequentemente seja necessário um tratamento com anti-histamínico.
Se a reacção for muito extensa ou provocar estado de choque, trata-se de uma emergência médica.
Que tratamentos?
Medicamentos:
O dermatologista prescreve anti-histamínicos, antialérgicos (que podem causar sonolência) e corticosteróides se houver inchaço. Os anti-histamínicos diminuem a produção ou os efeitos da histamina.
As outras medicinas:
Fitoterapia:
-Para uso local, se a superfície da erupção é uma dificuldade. Acrescente à água do banho uma infusão de camomila, folhas de malva, flores de alfazema (20 g para cada litro durante 20 minutos).
- Os antioxidantes são a solução.
- A solução combinada de OPC-vitamina C ajuda a inibir a formação da histamina e a sua libertação pelos granulócitos e actua como anti-inflamatório sobre os tecidos afectados. Tem resultados excelentes em pouco tempo.
Homeopatia
Propõe: Apis mellifica, Urtica urens, Bovista, Physalia physalis, Histaminum. O tratamento mais eficaz, a prescrever pelo homeopata, é o da causa e do terreno, que completa o tratamento clássico do alergologista ou do dermatologista: Lycopodium, Natrum muriaticum, Sulfur, Psorinum, Sepia, Tuberculinum, Pulsatilla.
Que prevenção?
O alergologista pesquisa o factor que dá origem à crise. Alguns alimentos causam alergia a algumas pessoas, mas não a todas, por exemplo os amendoins e todos os alimentos que contenham óleo de amendoim, soja, leite de vaca, ovos (em especial a clara), peixe, quivi, tomate, abacate, etc. ). Outros alimentos (morangos, queijo, chocolate, amendoins, marisco, alimentos condimentados, álcool, etc.) podem provocar urticária a qualquer pessoa porque libertam histamina. As pessoas que sofrem de urticária são ainda mais afectadas, pois estes alimentos vêm agravar os seus níveis e histamina. Leia com atenção os rótulos dos limentos para evitar correr riscos desnecessários.
Atenção!
Algumas urticárias podem causar problemas graves
Podem mesmo dar origem ao estado de choque (redução perigosa do fluxo sanguíneo, que, não tratada, pode levar ao coma e à morte). É o caso das alergias ao veneno de alguns insectos (choque anafíláctíco) ou a alguns alimentos, nas crianças em especial: são as verdadeiras alergias ao leite de vaca ou à clara do ovo, por exemplo.
Abcesso dentário

Quais os sintomas?
- Os principais sintomas são:
- Dor de dentes persistente e latejante.
- Dor intensa no dente quando se trinca ou mastiga ou quando se consomem alimentos líquidos ou quentes.
- Sensibilidade, vermelhidão e inchaço da gengiva à volta do dente.
- Ocasionalmente, descarga de pus de gosto desagradável através de uma abertura na gengiva, o que habitualmente atenua a dor.
- O dente afectado pode abanar. Se a infecção se espalhar aos tecidos circundantes, a face e os gânglios linfáticos do pescoço podem inchar. Eventulamente, podem surgir sintomas de infecção, como febre, mal estar geral e dor de cabeça.
Devo consultar um dentista?
Leve o seu filho ao dentista logo que surjam os sintomas. O dentista tentará, se possível, salvar o dente brocando-o até à cavidade pulpar para drenar o pus. Depois , limpa e desinfecta a cavidade pulpar. O dentista poderá extrair o dente se este estiver gravemente afectado ou for um dente de leite e receitar um antibiótico para eliminar qualquer infecção residual.
Que posso fazer para ajudar?
Para aliviar a dor enquanto espera pela consulta, dê ao seu filho paracetamol. Uma botija de água quente bem embrulhada e encostada ao lado afectado da cara também pode dar alívio.
Como evitar um abcesso dentário?
A cárie dentária, que está por vezes na origem de um abcesso dentário, pode ser evitada seguindo uma boa higiene oral, evitando doces e bebidas açucaradas, sobretudo entre as refeições, e consultando o dentista de 6 em 6 meses.
Qual o prognóstico?
Depois de eliminada a infecção, far-se-á o tratamento do canal dentário. Os dentes submetidos a este tratamento funcionam tão bem como um dente saudável.
Torcicolo
Para evitar as contracturas faça, todos os dias, alguns movimentos para manter a flexibilidade do pescoço, descontraindo-se bem para mover apenas o pescoço e a cabeça.

Sintomas
Dor aguda na zona do pescoço; pode haver algum bloqueio do movimento de rotação e de inclinação lateral da cabeça, que fica descaida e virada para o lado.
Pessoas mais em risco
Qualquer pessoa. O torcicolo é muito frequente. Pode aparecer após um esforço, um movimento de inclinação da cabeça sem apoio, um traumatismo ou uma situação de arrefecimento da zona.
Porque dói?
Na maioria dos casos, não se conhece a causa exacta dos torcicolos, mas põe-se a hipótese de um eventual pequeno distúrbio dos ligamentos. A situação normaliza-se em horas ou dias. Nos casos menos frequentes, o torcicolo é indício de uma doença: infecção nasofaríngica (crianças), perturbação vertebral, como uma artrose cervical, uma hérnia discal cervical, uma infecção ou um tumor vertebral.
O torcicolo espasmódico é um caso particular raro. Pode evoluir de forma crónica; é acompanhado por uma contractura intermitente de toda a zona do pescoço, associada a perturbações psicológicas.
O que pode fazer?
Nas formas mais vulgares de torcicolo, é preciso imobilizar o pescoço (a cabeça entre dois travesseiros, em posição alongada ou semiassente) até mesmo com um colar maleável. Não force o movimento de rotação do pescoço.
Que tratamentos?
Medicamentos
Para além dos antálgicos e dos anti-inflamatórios, o médico pode prescrever a utilização de um colar cervical rígido durante alguns dias. Em casos raros, depois de realizados os necessários exames clínicos e radiológicos, o médico poderá fazer uma manipulação, mas isso exige grande prudência.
Se estes tratamentos não resultarem, é indispensável avançar para exames complementares mais sofisticados (radiografia, por vezes cintigrafia, TAC, ressonância magnética).
As outras medicinas
Homeopatia
Os remédios mais frequentes são:
- Lachnanthes tinctoria: dores musculares cervicais com a cabeça baixa e dores violentas ao tentar erguê-la;
- Actaea racemosa: dores cervicais com lesões nos ligamentos e menor contractura muscular, sensibilidade das vértebras cervicais ao toque.
Mesoterapia
Injecções intradérmicas na zona dolorosa.
Osteopatia
Pode ser excelente quando não há lesões vertebrais.
Que prevenção?
Quando se descobre a causa do torcicolo (actividade desportiva, por exemplo), a única solução é suprimi-la. A reabilitação prolongada da região cervical não previne eficazmente o risco de recidivas.
Hérnia do Hiato

Este problema, frequente, ocorre quando parte do estômago penetra no tórax por uma zona de fragilidade na abertura (hiato) do diafragma por onde o esófago atravessa para a cavidade abdominal. Isto permite o refluxo dos ácidos do estômago para o esófago, o que pode causar azia crónica (que piora quando o doente se deita), indigestão, flatulência e uma sensação de dor e ardor na parte de trás da garganta, mas muitas vezes não se verificam sintomas.
Se tem uma hérnia do hiato, evite refeições abundantes e pesadas que distendam excessivamente o estômago e coma quatro ou cinco refeições pequenas por dia. Deixe de fumar, pois o tabaco aumenta a acidez do estômago. Evite os alimentos fritos e gordos, que agravam a indigestão, e ácidos, como pickles e vinagre, que causam azia.
Beba água ou chás de ervas calmantes, excepto de hortelã-pimenta (não confunda com outras mentas). Como o álcool e o café, o chá de hortelã-pimenta relaxa o esfíncter do esófago, estimulando o refluxo dos sucos gástricos do estômago. Evite bebidas gaseificadas, que provocam eructação, e alimentos muito quentes ou frios, pois podem ser causa de irritação.
Tente não comer nem beber durante pelo menos três horas antes de ir para a cama, pois quanto mais vazio estiver o estômago, menos desconforto sentirá. Alguns técnicos de medicinas alternativas defendem a adição de certas ervas aromáticas aos alimentos durante a cozedura, afirmando que podem facilitar a digestão, sobretudo o alecrim, a salva, o estragão, o funcho, o endro e a hortelã.
Uma medida prática para minimizar qualquer eventual desconforto quando se está deitado consiste em levantar a cabeceira da cama cerca de 7-8 em, usando suportes próprios ou tijolos.
Laringite Estridulosa

Os sintomas característicos da laringite estridulosa são rouquidão, respiração sibilante, tosse ruidosa (tosse de cão) e dificuldade em respirar — tudo consequência de infecção da laringe e tumefacção das cordas vocais. Quando o ar passa pelas cordas vocais inflamadas e pela traqueia tumefacta, produz um ruído de tom grave e áspero chamado estridor.
Os acessos de tosse variam de ligeiros a intensos, com tendência para piorarem à noite. Os acessos de tosse podem prolongar-se por meia hora e conduzir a vómitos.
Diagnóstico e exames complementares
Geralmente, a laringite estridulosa pode ser diagnosticada pelo telefone perante a simples descrição dos sintomas e da tosse. No consultório, o médico identifica sem dificuldade a doença ou –vindo a respiração e a tosse da criança.
Tratamentos médicos
Não são administrados medicamentos para a laringite estridulosa, excepto se houver infecção bacteriana secundária, em que será receitado um antibiótico. Nos casos em que o processo evolui para complicações graves, como, por exemplo, ameaça de obstrução das vias respiratórias ou pneumonia, há necessidade de internamento hospitalar.
Medicinas alternativas
Cuidar de uma criança com laringite estridulosa exige serenidade para diminuir a ansiedade do doente — uma tarefa que pode ser difícil se os próprios pais estiverem ansiosos. As técnicas de relaxamento são úteis para ajudar os pais a vencerem a sua própria ansiedade.
Outras abordagens
são: Aromaterapia. Junte umas gotas de extracto de gengibre a um banho quente para soltar as secreções. Depois, envolva a criança numa toalha grossa ou num cobertor leve e meta-a na cama. Fitoterapia. Os fitoterapeutas aconselham beber extracto de equinácia diluído ou gargarejar com chá de fenacho. Outro remédio é a aplicação de compressas quentes de cebola nas costas ou no tórax. Para a sua preparação, envolva em flanela ou em qualquer outro pano de algodão cebolas cortadas às rodelas e ponha por cima uma botija eléctrica ou um saco de água quente. Certifique-se de que a fonte de calor não está tão quente que provoque queimaduras.
Tratamento em casa
A laringite estridulosa é quase sempre tratada em casa colocando no quarto da criança um humidificador de nebulização fria ou um vaporizador de água durante as 24 horas do dia. De facto, esta prática em caso de constipação ou gripe pode muitas vezes prevenir o aparecimento desta doença. Não deite óleos de mentol ou cânfora no vaporizador porque podem irritar os tecidos já inflamados. Durante os ataques de tosse, aumente a humidade do ar transformando a casa de banho numa sala de vapor. Abra a torneira de água quente do chuveiro e feche a porta da casa de banho até o espaço ficar cheio de vapor denso.
Proceda deste modo logo que a tosse comece e fique na casa de banho com a criança até a tosse passar. Uma criança assustada pode ser acalmada dizendo-lhe que o vapor facilitará a respiração. Outra abordagem consiste em deitar água quente num jarro ou numa tigela e inclinar a criança sobre ela com uma toalha por cima da cabeça, à maneira de tenda. Nunca incline uma criança por cima de vapor quente que saia de uma chaleira que esteja ao lume; este procedimento pode resultar num escaldão sério.
Uma criança com laringite estridulosa respira melhor sentada, por isso à noite deite-a apoiada em várias almofadas. Reduza ao mínimo o leite e os produtos lácteos durante a doença e dê muitos caldos e outros líquidos mornos para libertar o muco preso nas vias respiratórias.
Fibrose pulmonar

Causas
Embora não se conheça a verdadeira causa da FPI idiopática, é provavelmente uma doença auto-imune. As causas menos comuns da FPI incluem a exposição profissional a poeiras minerais e vapores químicos, radioterapia, reacções a certos fármacos e alveolite alérgica.
Sintomas e diagnóstico
Os sintomas da FPI são dispneia progressiva, tosse, dores no tórax e dedos em baqueta de tambor, assim como os sintomas de uma eventual doença subjacente. O diagnóstico, baseado nos sintomas e num exame médico objectivo, é confirmado por uma radiografia de tórax e uma biópsia do pulmão.
Tratamento e prognóstico
No tratamento da FPI idiopática, recorre-se com frequência à azatioprina e aos corticosteróides, que bloqueiam o sistema imunitário. Noutros casos, o tratamento é orientado para a causa subjacente.
0 prognóstico é geralmente incerto no tocante às doenças profissionais provocadas por inalação de poeiras e à FPI idiopática, nas quais se verifica uma rigidez progressiva dos pulmões. A progressão da doença pode levar a insuficiência cardíaca e broncopneumonia.
Quando a FPI é causada por alveolite alérgica, o tratamento é mais fácil e o prognóstico menos reservado.
Cárie e dor de dentes

Segundo a gravidade, os sintomas são dor passageira quando se ingerem alimentos frios e quentes, dor persistente nas mesmas circunstâncias, mas que faz acordar à noite, ou dor prolongada provocada pela pressão sobre o dente. Numa fase avançada, a cavidade é visível e sente-se dor de dentes, por vezes com tumefacção da face e/ou dificuldade em abrir a boca (trismo).
Pessoas mais em risco
. Cárie: qualquer pessoa.
. Dor de dentes: pessoas que não vão regularmente ao dentista.
Porque dói?
A cárie consiste na deterioração provocada no dente pela acumulação da placa bacteriana. Ataca primeiro a parte exterior do dente ao nível do esmalte; a seguir, a cavidade aumenta até atingir a dentina e depois a polpa. Nesta fase a dor de dentes torna-se insuportável. Existem, assim, vários tipos de cárie:
Cárie do esmalte: não provoca sintomas, uma vez que o esmalte é uma estrutura inerte.
Cárie da dentina: provoca dores que persistem em contacto com alimentos frios, quentes ou açucarados, que são transmitidas através de canais microscópicos (canais dentários) ligados ao nervo do dente.
Cárie profunda: afecta a polpa (nervo e vasos sanguíneos que irrigam o dente) e pode ser dolorosa por compressão e inflamação desta. Os alimentos comprimem a gengiva e a polpa se a cavidade da cárie se situar entre dois dentes adjacentes. Sem tratamento, corre-se o risco de ter um abcesso.
Dor violenta de dentes: a dor surge numa fase de cárie avançada como consequência de uma pulpite (cárie profunda) ou de uma celulite (infecção e tumefacção de grande parte da face na zona de um dente infectado), uma complicação habitual de uma pulpite; o nervo morre e fica necrosado. Pode formar-se um pequeno quisto (indolor), que de um dia para o outro infecta, faz inchar a face e torna-se doloroso. Se diz respeito a um dente no maxilar inferior, pode tornar-se difícil abrir a boca.
O que pode fazer?
Cárie
- Dor em contacto com calor, frio, doces: evite-os.
- Dor espontânea: não fique deitado; essa posição aumenta a pressão sanguínea na cabeça e agrava a dor.
- Tome antálgicos com efeito anti-inflamatório (aspirina, ibuprofeno).
- Com um palito, ou, de preferência, com um jacto de água, tente soltar partículas de alimentos presas na cavidade entre os dois dentes.
- As dores prolongadas devido a pressão melhoram com aplicação de frio (saco de gelo na zona dolorosa).
- Reforce todos os seus hábitos de higiene oral.
Pulpite: acalma, mas não totalmente, com antálgicos (aspirina, paracetamol, ibuprofeno). Durma com a cabeça mais alta que o corpo para não aumentar a pressão sanguínea ao nível da cabeça e, assim, do nervo do dente.
Celulite: aplique gelo para reduzir a tumefacção. Não utilize calor! Consulte o médico rapidamente. g Em todos os casos, consulte o seu dentista.
Em todos os casos consulte o seu dentista
Que tratamentos?
Cárie: só pode ser tratada pelo dentista. Este pode remover a zona cariada e preenchê-la com uma amálgama, ou desvitalizar o nervo, isto é, remover a polpa e obturar o dente.
Pulpite: numa emergência, o dentista coloca um penso com anti-inflamatório para acalmar a dor e mais tarde desvitaliza o dente.
Celulite: antibióticos fortes, depois tratamento ou extracção do dente infectado.
Que prevenção?
Escove os dentes durante 3 minutos depois de cada refeição, passe o fio dental ou um jacto de água.
Mude de escova todos os 3 meses.
Prefira dentífricos à base de flúor até aos 12-13 anos.
Evite as escovas de cerdas naturais, verdadeiros focos de micróbios.
Evite alimentos e bebidas açucarados e pastilhas elásticas, sobretudo à noite, depois de lavar os dentes.
Vá ao dentista regularmente: este detectará quaisquer cáries no início ou recidivantes (podem desenvolver-se cáries em dentes desvitalizados ou debaixo de uma coroa) e fará radiografias.
As outras medicinas
Acupunctura
Na cárie associada a problema unilateral da audição, actua-se sobre o ponto 6 do meridiano do intestino grosso. As outras causas das cáries são também tratadas.
Homeopatia
Intervém em tratamento de fundo.
Oligoterapia
Como tratamento auxiliar, flúor e magnésio-cobre.
Naturoterapia
Aconselha-se um tratamento para a descalcificação
Tendinite do tendão de Aquiles

SINTOMAS
Dor na parte de trás do tornozelo, ao nível do tendão, que aumenta com o andar e a compressão do tendão entre o polegar e o indicador. Nódulos se a tendinite for antiga. Incapacidade de se pôr nas pontas dos pés. De manhã, é preciso desentorpecer os pés antes de se conseguir andar. A dor atenua-se de dia e aumenta de noite.
PESSOAS MAIS EM RISCO
Desportistas entre os 25 e os 40 anos, depois de exercícios prolongados em chão duro (corrida, ténis, desportos de salão) ou de participarem numa maratona, e pessoas com mais de 60 anos. Inexistente na criança. Mais frequente no homem do que na mulher.
Porque dói?
- A dor, sobretudo matinal e nocturna, é inicialmente provocada por uma inflamação. Numa segunda fase e na ausência de tratamento, a dor aparece assim que se mexe o tendão (andar, correr, subir escadas) por causa de uma degenerescência fibrosa e nodular do tendão.
- A tendinite aparece depois de uma caminhada prolongada com sapatos inadequados, isto é, muito rasos ou cujo cano irrite o tendão (sapatos de montanha, botas), ou então depois de subir uma cadeira ou um escadote repetidas vezes, ou ainda a prática de jardinagem.
O que pode fazer?
- Procure a causa para a poder eliminar: mude de sapatos ou eleve a posição do calcanhar colocando no interior talonettes de 1 cm no interior dos sapatos.
- Coloque gelo no tendão várias vezes por dia durante 10 minutos de cada vez.
- Aplique cataplasmas de argila ou de alumina à noite.
- Beba 1,5-2 l de água por dia. O tendão é muito sensível ao estado de hidratação.
- Vá ao médico.
Que tratamentos?
Medicamentos, ortopedia e fisioterapia
- O médico receita anti-inflamatórios orais durante 15 dias e em pomada (em geral, 2 aplicações por dia).
- Fisioterapia anti-inflamatória (ionização de anti-inflamatórios, ultra-sons) e aplicação de gelo.
- Uso de talonettes prescritas pelo médico ou compradas na farmácia.
- Reeducação visando o alongamento do tricípete sural (alongamentos da barriga da perna).
O movimento consiste em colocar a perna estendida sobre uma barra horizontal e em flectir o tronco progressivamente sobre ela, de forma a esticar os músculos posteriores da coxa e da perna.
Cirurgia
Uma vez instalada a tendinose (degenerescência fibrosa), o cirurgião regenera o tendão através da técnica de peignage, quer dizer, libertando as aderências. Este tratamento, reservado para os casos crónicos, dá em geral bons resultados.
As outras medicinas
- Acupunctura, homeopatia e osteopatia
São as três muito eficazes, tanto em casos agudos como crónicos.
- Auriculoterapia
Uma vez eliminadas as causas da inflamação, a auriculoterapia permite, em 2 ou 3 sessões, reduzir eficazmente a inflamação e a dor.
- Naturoterapia
Para uma melhor reabsorção da inflamação, aconselha-se uma alimentação pobre em proteínas animais e rica em legumes durante alguns dias.
Que prevenção?
- Adapte os seus sapatos (saltos mais altos) e/ou use uma verdadeira palmilha amortecedora.
- Os alongamentos repetidos (a fazer todos os dias ao acordar) também limitam os riscos de recaída.
Distensão e ruptura muscular

SINTOMAS
Os músculos mais afectados são os da barriga da perna, da coxa e do braço.
* Distensão: dor fraca no momento do traumatismo. Por vezes, só muito depois do acidente, a frio.
* Ruptura: dor súbita e intensa que obriga a parar a actividade.
PESSOAS MAIS EM RISCO
Pessoas que praticam actividades físicas sem aquecimento e pessoas muito pouco flexíveis (incapazes, com as pernas esticadas, de tocar no chão com as pontas dos dedos).
Porque dói?
* Distensão: as fibras musculares, ricas em terminações nervosas, são distendidas.
* Ruptura: é uma lesão do músculo. As fibras musculares, os nervos e os vasos sanguíneos são afectados.
O que pode fazer?
Aplique imediatamente um saco de gelo durante 10-15 minutos e consulte rapidamente o médico.
Que tratamentos?
O tratamento, idêntico nos dois casos, é mais prolongado no caso de ruptura.
Medicamentos
Prescrevem-se anti-inflamatórios.
Ortopedia e cinesiterapia
Alivia-se o membro afectado usando muletas e aplica-se gelo 2 vezes por dia durante 10 minutos. Prescreve-se cinesiterapia com ultra-sons e uma reabilitação prolongada com alongamentos (10 a 12 sessões).
As outras medicinas
* Fitoterapia
Intervém após o tratamento médico (a seguir rigorosamente).
Localmente: prepare uma mistura com partes iguais de arnica, maravilhas e hipericão. Junte 30 g desta mistura por litro de água, ferva durante 10 minutos, deixe em infusão durante 15 minutos e utilize em compressas quentes ou frias, conforme preferir. Também se podem fazer fricções ou massagens com óleos essenciais de alecrim, zimbro ou cravinho (3 g de óleo essencial e álcool canforado qsp 200 cc).
Por via sistémica: misture folhas de ulmeiro, folhas de hissopo e avoadinha. Adicione 40 g da mistura por litro de água a ferver, deixe em infusão, tapada, durante 10 minutos e beba ao longo do dia.
* Homeopatia
Arnica, Begónia, Ruta e Rhus toxicodendron, tanto em tratamento como para prevenção.
Doenças vasculares periféricas

Tipos e causas
Na sua maioria, as doenças vasculares periféricas, ou vasculopatias, são causadas pela aterosclerose (depósito de placas de gordura no interior das artérias). 0s factores que contribuem para o risco de atérosclerose, como a hipertensão artérial e a diabetes mellitus mal controlada, estão associados às doenças dos vasos periféricos.
Contudo, o factor de maior risco é o tabaco; mais de 90% dos doentes são, ou foram, fumadores moderados ou inveterados.
As doenças vasculares periféricas que não são causadas por atéroscle- rose incluem a doença de Buerger (que afecta principalmente os fumadores) e a síndroma de Raynaud; as tromboses das veias profundas e as varizes são doenças das veias periféricas.
Sintomas e complicações
Quando a redução do calibre das artérias de causa atérosclerótica se desenvolve gradualmente, o primeiro sintoma é, em geral, uma sensação de dor e de cansaço nos músculos das pernas durante a marcha, sensação essa que se localiza sobretudo na barriga da perna, mas pode ser sentida em qualquer ponto da perna.
Normalmente, a dor abranda com o repouso durante alguns minutos, mas volta a aparecer depois de um período de marcha aproximadamente igual ao anterior. A este sintoma dá-se o nome de claudicação intermitente. A utilização prolongada dos braços pode produzir sintoma similar.
Com o agravamento da doença, vai diminuindo a quantidade de actividade física possível e o aparecimento dos sintomas é cada vez mais precoce, até que a claudicação intermitente está presente mesmo em repouso.
A dor pode ser intensa e contínua, dificultando, inclusive, o sono; para aliviá-la, o doente poderá deixar pender da borda da cama o membro afectado.
Nesta fase, a irrigação da zona afectada é já perigosamente deficiente; o pé e a parte inferior da perna apresentam-se frios e frequentemente insensíveis, a pele fica escamosa e seca e há tendência para o aparecimento de úlceras nas pernas em consequência de pequenos ferimentos que não cicatrizam.
Na fase final, aparece a gangrena, que geralmente se inicia nos dedos dos pés e vai alastrando para cima, consoante a extensão e localização da circulação atingida.
Por vezes, ocorre uma oclusão artérial súbita, que pode ser causada por um coágulo que se desenvolve rapidamente em cima de uma placa de atéroma, pela ruptura de um aneurisma (rompimento de uma parede de artéria) ou por uma embolia originada a partir de um coágulo que se fornnou no coração e foi transportado pela circulação até acabar por ocluir uma artéria periférica.
A oclusão artérial aguda causa dor intensa e súbita no membro atingido, podendo desaparecer o movimento e a sensibilidade do mesmo.
Diagnóstico
0 diagnostico baseia-se na comparação dos valores da tensão artérial re- gistados a vários níveis dos membros (tornozelo, barriga da perna, parte superior da coxa e braço), no registo Doppler (para avaliação da velocidade do fluxo de sangue) e na pletismografia (que regista o padrão das pulsações).
Tratamento
0 aspecto mais importante do tratamento consiste em deixar de fumar. 0s exercícios físicos são também extremamente irnportantes; os doentes devem caminhar até cerca de uma hora por dia, parando sernpre que ocorrer claudicação e retomando a marcha quando ela desaparecer. A inspecção regular dos pés e o seu escrupuloso cuidado são essenciais para a prevenção da infecção, a qual pode levar a gangrena. 0s pés devem ser lavados e as peúgas ou meias mudadas diariamente. 0s sapatos devem ser folgados e as unhas dos pés cortadas a direito.
Por vezes, é necessário intervir cirurgicamente nos vasos sanguíneos afectados (cirurgia reconstrutiva das artérias, nas operações de bypass: endarlerectomia, para remoção das obstruções provocadas pelos depósitos de atéroma nos endotélios dos vasos, e angioplastia por balão, para alargar os vasos).
Nos casos graves em que se desenvolveu a gangrena, é necessária a amputação, geralmente logo abaixo do joelho, para deixar um coto adequado a uma prótese ulterior.
Frieiras e queimaduras pelo frio

Sintomas:
Frieiras:lesões vermelho-púrpuras superficiais com zonas mais pálidas, acompanhadas de sensação de queimaduras e de pruridos, que afecta principalmente os dedos das mãos e dos pés, mas por vezes também a face, o nariz e as orelhas, provoca das por exposição frequente ao frio. O aquecimento agrava a dor. As frieiras curam-se em 2 a 3 semanas, mantendo as zonas afectadas bem protegidas do frio.
Queimaduras pelo frio:se forem profundas, lesões da derme e da hipoderme (tecido subcutâneo), pele esbranquiçada, rija e totalmente insensível, havendo mesmo perda de sensibilidade ao frio.
Pessoas mais em risco:Qualquer pessoa em condições de frio extremo.
Porque dói?
Frieiras: a exposição directa ao ar frio provoca um arrefecimento do sangue que é detectado ao nível do hipotálamo e dá origem, por intermédio de substâncias hormonais, a uma vasoconstrição periférica (dos pequenos vasos sanguíneos sob a superfície da pele). As frieiras podem surgir nos dedos das mãos e dos pés, mas também no nariz, na face e nas orelhas. A dor é devida ao aquecimento da zona atingida.
Queimaduras pelo frio: não causam dores e resultam de frio intenso que leva à congelação dos tecidos. É o aquecimento que provoca dores.
O que pode Fazer?
Frieiras:
- Meta as mãos debaixo das axilas. Não esfregue as mãos com neve. Se se tratar da face, do nariz ou das orelhas, ponha uma mão quente por cima. Friccione.
- Mude de roupa se estiver molhado e desaperte a roupa muito apertada. Aqueça gradualmente as zonas afectadas, mas não ponha as mãos ou os pés gelados muito perto de uma fonte de calor (lareira, aquecedor).
- Pode comprar na farmácia gazes próprias para fazer pensos.
Em homeopatia, existem alguns remédios contra as frieiras:
- Agaricus bulbosus 5CH: formigueiro, pele vermelho-púrpura, sensação de queimadura e picada;
- Petroleum: frieiras e gretas recorrentes no Inverno;
- Ranunculus: frieiras com dores intensas;
- Secale cornutum: se o formigueiro e a dor melhorarem com o frio.
Queimaduras pelo frio:
- Procure rapidamente conselho e assistência médicos.
Que tratamentos?
Cuidados locais: O tratamento é o das queimaduras. Podem ser suficientes pensos com gaze especial, com eventual prescrição de cremes hidratantes para as frieiras pouco graves.
Cirurgia: No caso de lesões graves dos tecidos (queimaduras de 3. o grau e superiores), o médico poderá considerar a hipótese de cirurgia de reconstituição.
As outras medicinas: Acupunctura – O acupunctor estimulará o ponto 14 do meridiano do vaso governador e o ponto 7 do meridiano do mestre do coração.
Que prevenção?
Com tempo frio ou muito frio, e se tem que sair de casa, agasalhe-se bem, cubra a cabeça e use luvas e meias ou peúgas quentes e secas (que deverá mudar todos os dias). Não calce sapatos demasiado apertados para não perturbar a circulação. Proteja o nariz e as orelhas.
Angústia e Ansiedade

Porque dói?
A ansiedade é uma resposta normal a uma perturbação (tecnicamente designada por «stress») do ambiente interno ou externo ao organismo. É uma emoção complexa e, como tal, traduz-se em respostas emocionais - sentimento de medo, apreensão, agitação interior, insegurança; respostas cognitivo-comportamentais -, raciocínios e atitudes dirigidas à identificação do problema, à sua resolução ou ao seu evitamento(equivalentes humanas às respostas de confronto/luta ou evitamento/fuga nos modelos de comportamento animal); respostas neurovegetativas activação de sistemas hormonais que preparam o organismo para enfrentar uma situação stressante, uma ocorrência inesperada, surpreendente ou ameaçadora.
A activação do sistema nervoso simpático provoca sintomas que todos experimentamos face a uma situação nova, embaraçosa ou potencialmente ameaçadora: palpitações, respiração ofegante, sudação excessiva, boca seca, gaguez, tremores, fraqueza nas pernas, dores de estômago ou urgência urinária ou intestinal.
A ansiedade é assim uma resposta normal e previsível que nos prepara para situações novas ou desafiantes e nos garante maior probabilidade de sucesso. É geralmente moderada, variando consoante a intensidade e gravidade percebida do estímulo stressor, e é transitória, cessando quando se ultrapassa ou evita a causa stressante.
A angústia é o termo que designa a componente psicológica da ansiedade intensa - um sentimento violento que se apodera de todo o psiquismo e que conduz ao desespero e ao pânico se não é aliviado ou cessa espontaneamente.
O que pode fazer?
Perante uma ansiedade moderada ou uma angústia ligeira, utilize os seus próprios recursos. Uma ansiedade passageira, uma crise de angústia isolada, não justificam a intervenção de um médico nem um tratamento medicamentoso. Medidas gerais de relaxamento e descanso, plantas sedativas e uma boa higiene de vida são por vezes suficientes.
Todavia, em caso de crises graves e repetidas, é indispensável consultar um médico, pois pode ser sinal de uma doença que é preciso tratar - por exemplo, perturbação de ansiedade ou doença de pânico.
As outras medicinas
Acupunctura
A ansiedade bloqueia a energia e provoca a sua estagnação, o que afecta o pulmão (respira-se de forma superficial) e o baço (órgão responsável pelo pensamento e pelas ideias); os sintomas diferem para cada um destes órgãos. - Pulmão: sensação de opressão, ligeira falta de ar, ombros tensos, por vezes tosse seca, tez pálida. - Baço: perda de apetite, ligeiro incómodo no epigástrico, dores abdominais, flatulência, fadiga. A acupunctura alivia com eficácia.
Auriculoterapia
É muito eficaz para tratar perturbações do humor e do comportamento, que por vezes se tornam crónicas; o tratamento de manutenção ajuda a evitar a evolução para patologias mais graves.
Homeopatia
Alívio progressivo e eficaz, na condição de estabelecer a associação e tratar todos os sintomas que dizem respeito ao tipo de ansiedade e aos distúrbios associados.
Mesoterapia
Mistura de procaína, magnésio,benzodiazepina,em injecções superficiais ao longo da coluna cervical, nas inserções superiores do trapézio, de ambos os lados, e de cada lado do manúbrio estemal.
Atenção!
Não tome tranquilizantes sem vigilância médica. Os tranquilizantes não são produtos inócuos: não se automedique.
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